Jornal Povo

Viradouro ressurge para brilhar no grupo especial no carnaval 2019

Após três anos de hiato disputando a Série A, a Viradouro volta ao Grupo Especial este ano com a aposta de resgatar a imaginação e encantar o público. Para isso, vai recontar famosas histórias infantis na Sapucaí. Com o carnavalesco Paulo Barros, de 56 anos, à frente dos trabalhos, a agremiação levará para o desfile fadas, vampiros e lobisomens em fantasias extravagantes e ricas em detalhes, além de alegorias pautadas pela inventividade e tecnologia, bem ao estilo do tetracampeão de títulos do Carnaval carioca. No gran finale, uma fênix ressurgindo das cinzas promete consolidar a escola de samba no retorno à elite do espetáculo.

O enredo ‘Viraviradouro’, segundo Paulo, se baseia em um livro de magia trazido por uma avó, relembrando fábulas que encantaram gerações. “Ela quer nos trazer os sentimentos que perdemos no decorrer dos anos: a nossa essência de sonhar e ter esperança. No fim, a fênix faz a representação dessa história. É o pássaro que se autoincendeia para trazer esse novo espírito, para sermos felizes de novo”, explicou. Entre os personagens, estarão presentes Cinderela, Gato de Botas, Alice no País das Maravilhas e Gênio da Lâmpada, assim como a Bela e a Fera e o mago Merlin.

Em uma das seis alegorias, um navio, em referência ao filme Piratas do Caribe, trará as maldições do mar para a Avenida. A Medusa, em forma de escultura, ganha destaque no carro com suas serpentes no lugar dos cabelos. Em outro carro, as bruxas serão retratadas no tradicional estilo Halloween americano, com abóboras assombradas.

O desfile da Viradouro será aberto pelo ‘universo dos encantadores’, como denomina o carnavalesco. “São os responsáveis por encantar através das fantasias, histórias de amor, magias e até maldições. O diabo também é um deles”, contou. Na sequência, cada setor trará um conceito. Fadas e gênios ganham o segundo setor, e deuses e maldições o terceiro. No fim do enredo, uma floresta encantada com os elementos da natureza será abrilhantada pela fênix. “O enredo é clássico. Tudo isso já passou pela Avenida. O novo é o formato, a plástica, o conceito visual”.

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jefferson Souza, 36, e Amanda Poblete, 22, vai desfilar pela primeira vez pela Viradouro e aposta que o enredo levantará o público. “A escola tem uma alegria e leveza que é destacada pelo enredo, que traz a fundo as características da Viradouro, e promete explodir na Avenida. A gente quer mais é dançar a Sapucaí inteira”, disse Amanda, que já passou pela São Clemente e Vila Isabel.

Preparada para nota máxima

Apesar do orçamento reduzido, Paulo Barros tem grande expectativa pelo seu quinto campeonato. “É um dos melhores conjuntos alegóricos que fiz até hoje. Temos um Carnaval esteticamente moderno, clássico até certo ponto, e todos os quesitos da Viradouro estão pontuados em conseguir a nota máxima. Mas não existe favorito, o título se ganha na hora”.

De volta à Viradouro após 11 anos, o carnavalesco disse que não guarda mágoas de quando foi dispensado na escola. “É sempre bom voltar para um lugar onde vivi ótimos momentos. Saí praticamente chutado em 2008, mas independente disso eu não guardo esse rancor, a administração é outra. Só tenho a fazer elogios, fui bem recebido”, pontuou.

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