primeira derrota de um bagunçado Flamengo escancara necessidade de Abel definir time

A primeira derrota do Flamengo em 2019, logo no primeiro jogo eliminatório da temporada, foi um duro choque de realidade para a torcida, que mais uma vez lotou o Maracanã. Mas não basta ter grandes jogadores se a coisa não funcionar fora do papel. E uma rodada depois de golear a Cabofriense em sua melhor apresentação do ano, o Rubro-Negro teve a pior atuação. Mesmo jogando pelo empate, perdeu do Fluminense por 1 a 0 na semifinal da Taça Guanabara.

O Flamengo fugiu de suas características no clássico. Deu a bola para o adversário, que teve 60% da posse, e apostou em contra-ataques para sair na frente do placar e, assim, praticamente liquidar a fatura diante da vantagem do empate. Porém, a armadilha de Abel Braga caiu na arapuca de Fernando Diniz, que providenciou uma marcação forte para cima de Bruno Henrique, que vinha desequilibrando nos últimos jogos, e previu cada movimento do técnico rubro-negro em um Fla-Flu de xadrez. A ponto de as chances de gols terem sido muito poucas dos dois lados.

O time de Abel Braga até conseguiu três contra-ataques perigosos: um no primeiro tempo, com Gabigol e Bruno Henrique, e dois na etapa final, com Gabigol, Arrascaeta e Renê. Mas não conseguiu finalizar as oportunidades, e a melhor chance foi em uma bola parada, uma cabeçada de Rhodolfo após escanteio. Muito pouco para o que se espera de um badalado elenco. O Fluminense também não assustou muito, mas não deixou o Rubro-Negro jogar com sua marcação alta, que lhe rendeu a roubada de bola para o gol nos acréscimos.

A baixa produção ofensiva escancara a necessidade de definir um time titular com o fim do revezamento. Do meio de campo para frente tem sido uma verdadeira metamorfose ambulante. Só no clássico, o time teve muitas variações: começou com Gabigol de centroavante, depois ele foi para a direita com a saída de Everton Ribeiro. Arrascaeta entrou na esquerda, mas revezava com Diego pelo meio, enquanto Bruno Henrique foi para a direita. E quando Uribe entrou centralizado, Gabigol pegou o lado direito de Bruno Henrique, que já havia substituído Everton Ribeiro. Para dar entrosamento, quanto menos se mexe melhor.

[Via: Globo Esporte]

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