Acessibilidade: O Candomblé e sua preparação para receber pessoas com algum tipo de deficiência física
Ìyá Débora D Oṣun, Tiago D Jàgún e Lucas D Òṣóògiyan (Foto: Arquivo pessoal)

Segundo estudos do IBGE, o Rio de Janeiro é o estado da região sudeste com maior índice de pessoas com algum tipo de debilidade física. Hoje, 25% da população carioca (6,32 milhões) se encontra com certa dificuldade para se locomover em sua cidade.

Visando entender melhor como esses nossos irmãos se sentem dentro de nossa cultura de matriz africana, resolvemos conversar com Tiago Labore de Jàgún e saber se o mesmo encontrou algum tipo de problema em suas ações dentro de uma casa de santo, ao longo dos anos.

Não sinto e nunca senti dificuldade alguma. Até porque, sempre me coloquei como igual aos meus irmãos dentro do espaço sagrado. Explicou Tiago.

Mesmo com a pré-disposição em se dedicar ao Candomblé, alguns deficientes ainda sentem que a religião precisa se preparar mais para recebe-los, mas o jovem de Jàgún acredita que outros fatores compensam essa carência, mesmo apontando a preparação como solução.

Tiago Labore D Jàgún

O candomblé agrega. Em questão de preparação, depende da necessidade especial que o ser humano possui. Vejo que os maiores tabus são na manifestação do sagrado e o fato de não existir estrutura na comunidade de Terreiro para receber um cadeirante, por exemplo. Torna-se mais acessível quando o líder religioso abre os olhos e enxerga a necessidade de pensar em todos os seres. Criação de rampas, banheiros adaptados, participando de pesquisas sobre necessidades especiais ou seja, acessibilidade. Ter conhecimento de linguagem de sinais, etc. Tudo isso é muito importante e facilitará o ingressar de outras pessoas deficientes no Candomblé. Falou Labore.

Quando perguntado sobre o que diria aos seus irmãos especiais, Tiago usou de todo amor para com a religiosidade, deixando belas palavras de incentivo aos irmãos.

O Candomblé é amor e recebe a todos sem distinção. Mesmo que não se tenha uma estrutura formada, o líder religioso vai sempre procurar a solução imediata para a sua chegada. Nós precisamos de mais adeptos com algum tipo de necessidade especial. Seja de que nomenclatura for. Assim o Òrìṣà nos dará mais capacidade de convivência com nosso semelhante e veremos que a necessidade não atrapalha ninguém. Deixo minhas considerações finais afirmando que estamos esperando vocês. Pesquise. Procure orientação. Ingresse e verás o quanto nosso segmento receberá você bem. Finalizou Labore de Jàgún.

O Candomblé precisa modificar suas roças para que mais pessoas possam ser ajudadas e, assim, tornar esse encontro sagrado em algo cada vez mais amplo e acessível para todos.

Contato Bàbá Joaquim D’Ògún

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