Prefeitura do Rio entra com ação contra a Cedae exigindo melhora de serviços

Apesar do lucro da Cedae triplicar, as reclamações dos serviços prestados não param de crescer. Em junho de 2018, as queixas chegavam a 7.136. Em abril deste ano, explodiram para 30.783. Visando exigir uma melhora dos serviços prestados, a Prefeitura do Rio entrou com uma ação contra a Companhia.

Entre as exigências, a obrigação da Cedae realizar toda a manutenção de galerias de águas pluviais que transportam esgoto, enquanto a companhia for responsável pelo serviço, no prazo máximo de 60 dias, sob pena de multa diária.

Outro objetivo é destinar 7,5% da receita mensal bruta obtida pela Cedae na capital para a administração municipal, como ocorre em outros estados do país. Além disso, a Prefeitura pleitea que a receita do serviço de saneamento seja direcionada, exclusivamente, para investimentos locais, enquanto não alcançadas todas as metas de cobertura e tratamento. E ainda, o município quer licitar a operação do serviço de esgotamento sanitário por bacia hidrográfica, no prazo de 180 dias.

A Cedae teve um lucro histórico, de R$ 832 milhões, em 2018, quase o triplo do ano anterior, mas o balcão do Procon é outro termômetro da insatisfação dos consumidores, que em 2018 tiveram que arcar com um aumento na conta de 12,3%: de janeiro a maio, foram 467 queixas, número que supera todos os 439 registros do ano passado.

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