MP e Civil fazem ação para afastar presidente da Câmara Municipal de Petrópolis
O Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Polícia Civil, realizam, na manhã desta quinta-feira, uma operação para afastar o presidente da Câmara de Vereadores de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. O vereador Roni Medeiros, é acusado de empregar funcionários fantasmas em seu gabinete entre os anos de 2013 e 2016. A ação visa ainda cumprir nove mandados de busca e apreensão na residência de outros quatro investigados por crime de peculato.
O presidente da Câmara foi notificado do afastamento pelos agentes. A operação apreendeu documentos e arquivos de informática, inclusive na Câmara Municipal de Petrópolis.

A ação é realizada pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF), da Polícia Civil, e pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, do MPRJ. As investigações apontaram que Roni empregou em seu gabinete Omar Ligeiro Jacob, Valeria Maria Vital de Lira Rizzo e Márcio José de Almeida, mas eles nunca compareceram para trabalhar. Segundo o Ministério Público, o presidente da Câmara nomeou Omar Ligeiro a pedido de seu pai, Omar Jacob, como resposta aos serviços prestados por ele durante a campanha eleitoral, porém após a posse Omar Ligeiro não retornou mais para trabalhar.

Ainda segundo a denúncia do MP, em relação a Valeria e Márcio, Roni submeteu os nomes ao então presidente da Câmara Municipal, Paulo Igor Carelli, para obter a nomeação dos indicados aos cargos de assessor parlamentar e assessor especial. Embora tenham sido nomeados e empossados nos cargos comissionados, eles nunca exerceram qualquer função pública na Câmara, mas recebia normalmente o pagamento. 

A investigação aponta que ao longo de quatro anos na Câmara Municipal houve um desvio de aproximadamente R$ 500 mil dos cofres municipais. Os investigados foram indiciados pelo total de 72 peculatos e associação criminosa.

Operação achou mais de R$ 200 mil escondidos na casa de ex-presidente
Na Operação Caminho do Ouro, em abril de 2018, prendeu o presidente da Câmara Municipal de Petrópolis na época, Paulo Igor Carelli, e encontrou em sua casa quase R$ 200 mil, parte dele em dólares (10,3mil).  Os valores em reais estavam divididos em pequenos maços e seriam destinados a políticos da região, segundo a polícia.
O dinheiro foi encontrado escondido na bomba da banheira de hidromassagem, em uma gaveta de uma mesa de cabeceira e dentro de um carro. Júnior foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua casa e em uma de suas empresas.
Outro alvo da ação foi o vereador, Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu. Os dois, o empresário Wilson da Costa Ritto Filho, o Júnior, e outras cinco pessoas foram denunciadas pelos crimes de fraude em licitação e peculato.

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