Erro em reportagem da TV Globo sobre operação contra milícia provoca confusão política em Mesquita

Um erro na reportagem da TV Globo sobre a ‘Operação Hunter’, deflagrada na última quarta-feira (17) com o objetivo de cumprir mandados de prisão de pessoas ligadas a milícia, foi o estopim para um transtorno em Mesquita. Isso porque, na reportagem exibida pela emissora falando sobre essa operação, a jornalista diz que os mandatos foram cumpridos em Mesquita, quando na verdade aconteceram em Queimados.

Pelas redes sociais, pessoas que fazem parte de movimentos de oposição aos vereadores de Mesquita comemoraram o que viram. Alguns grupos criaram posts para serem disparados pelo WhatsApp, publicados no Facebook etc. Além disso, foram criadas uma série de notícias falsas afirmando até mesmo que alguns vereadores já estariam presos e que a prefeitura também estaria envolvida no caso.

Política do ‘quanto pior, melhor’

Presidente da Câmara de Mesquita, vereador Sancler Nininho/foto: Assessoria

O presidente da Câmara dos Vereadores, Sancler Nininho, atribui esse tipo de divulgação a pessoas que fazem a política do ‘quanto pior melhor’, e, ao invés de compartilharem as benfeitorias realizadas no município, fazem questão denegrir publicamente o lugar que moram pelo motivo de não aceitarem a gestão atual.

“Esse tipo de coisa é divulgado pelas pessoas que querem ver Mesquita na lama só para terem o que dizer, falar que tinham razão. É claramente de tentar denegrir o trabalho feito em nossa cidade, merece ser compartilhado, ao invés dessas notícias falsas”, disse.

Em virtude desses comentários tendenciosos que tomaram proporção em pouco tempo, Nininho, emitiu uma nota oficial de esclarecimento sobre o equívoco. Ele deixou bem claro que houve uma confusão de nomes dos municípios quando a reportagem foi exibida.

“A reportagem, ao gravar a segunda parte da matéria, confundiu QUEIMADOS com MESQUITA. Cumpre também o dever esclarecer que A Câmara de Vereadores de Mesquita encontra em recesso nas suas atividades parlamentares, mas as atividades administrativas continuam funcionando, bem como os gabinetes dos vereadores, que estão abertos para receber os munícipes. Vale ressaltar que não houve a ida de nenhuma autoridade policial ou judiciária com o objetivo de cumprir qualquer mandato”, diz um trecho da nota.

Entenda a Operação Hunter

A ‘Operação Hunter’ foi tem o objetivo de prender pessoas ligadas a milícia. Em Queimados, o vereador Davi Brasil, do Avante, foi preso acusado de ser o chefe dos milicianos daquele município. Foram expedidos outros 32 mandados de prisão.

Davi Brasil, vereador de Queimados preso na operação Hunter, acusado de chefiar milícia na região/ foto: Reprodução

 

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