Sequestro na Ponte Rio-Niterói: veja relatos de reféns e parentes

 

Homem sequestrou ônibus na altura da Ilha do Mocanguê. Ação terminou depois de 3h30 com tiros disparados por um atirador do Bope. Nenhum dos reféns ficou ferido.

 

Um homem sequestrou um ônibus na Ponte Rio-Niterói na manhã desta terça-feira (20) fez 37 pessoas reféns. Durante cerca de três hora e meia, elas ficaram em poder de Willian Augusto da Silva, de 20 anos.

Willian foi morto com tiros disparados por um atirador de elite do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar.

Após o fim do drama, passageiros e parentes dos reféns deram seus depoimentos sobre o que viram, ouviram e fizeram.

Leia abaixo os relatos:

Rafaela Gama

Assim que a estudante viu que o sequestro estava ocorrendo, Rafaela ligou para o marido, e disse que ele contactou a polícia. Rafaela estava com uma braçadeira, utilizada pelo criminoso para imobilizar os passageiros. O item deixou uma marca no seu braço.

“Eu fiquei dentro do ônibus, falando com o policial, como ele era, o que ele queria. Mas ele, em nenhum momento, falava que iria machucar. Três pessoas passaram mal, ele deixou sair”, afirmou Rafaela.

Ela contou que Willian disse que queria “parar o estado”, e lembrou do caso do ônibus 174.

“De início, eu achei que era um assalto. Mas logo ele falou que queria fazer algo como o filme do ‘ônibus 174’. Ele começou a prender as pessoas, pediu batom para colocar o número na tela. Eu me machuquei um pouco. Ele começou a negociar e estava meio avoado. Ele falou que queria parar o estado”

O professor estava a caminho de Santa Cruz, na Zona Oeste, quando percebeu o sequestro. Ele disse que o sequestrador não os ameaçou, e que afirmou que queria “entrar para a história”.

“Ele falou que não queria assaltar ninguém, não queria agredir ninguém. Ele só falou isso, vamos entrar pra história”, disse Hans Miller, na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio.

Moreno tentou se comunicar com cartazes com os policiais que estavam do lado de fora.

“Ele (o sequestrador) pediu para todo mundo fechar as cortinas. Primeiro, eu tentei quebrar a caneta e com a tinta no meu dedo fiz o número 1, para avisar que só tinha um sequestrador. Depois, esperei ele ficar de costas e peguei minha mochila. Com papel e caneta fiz um recado. Coloquei o papel entre a janela e a cortina”, explicou.

Robson de Oliveira

O contador Robson de Oliveira também relatou que Willian não pretendia machucar ninguém, e que conseguiu sair do ônibus depois de dizer que estava passando muito mal. Após ter sido libertado, Robson disse que conversou com um primo de Willian.

“Ele pediu mil desculpas, dizendo que o primo dele estava buscando essas informações na internet”, explicou Robson.

Ele também agradeceu pelo trabalho da polícia:

“Queria agradecer a Polícia, o Bope. Graças a Deus não aconteceu uma tragédia maior”.

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