Caso Marielle: Bolsonaro afirma que Witzel já havia dito sobre depoimento do porteiro

Presidente questiona o fato do Governador saber do processo, já que é segredo de justiça. Witzel diz que foi atacado injustamente.

O presidente Jair Bolsonaro, acusado de ter recebido em sua casa o suspeito da morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, disse que o governador Wilson Witzel falou pra ele que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra o citou quando prestou depoimento.

Bolsonaro alega que Witzel disse isso para ele no dia 9 de outubro. Em entrevista a jornalistas em Riad, na Arábia Saudita, o presidente ressalta que o governador falou sobre o depoimento do porteiro durante um evento no Clube Naval, no Rio de Janeiro. Na concepção de Bolsonaro, embora o processo sobre a morte da vereadora seja um segredo de justiça, Witzel tem acesso a ele e está conduzindo as investigações com a polícia, na tentativa de tentar incriminá-lo e manchar sua reputação.  

O Jornal Nacional exibiu uma reportagem na noite de terça-feira onde o porteiro do condomínio disse em depoimento que Bolsonaro teria recebido em seu apartamento Elcio Vieria, um dos suspeitos da morte da vereadora. Na ocasião, Elcio teria ligado para o apartamento do presidente ele teria autorizado a subida desse suspeito. O porteiro diz que só deixou Elcio subir porque reconheceu a voz no interfone como voz do “seu Jair”, como é chamado por ele. A ida do suspeito teria acontecido no dia 14 de março, horas antes do assassinato de Marielle. O nome de Bolsonaro está no caso porque quem mora nesse mesmo condomínio é Ronnie Lessa, principal suspeito pela morte da vereadora e de seu motorista.

Horas depois da reportagem, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo em uma rede social para dizer que as informações eram Fake News. Ele afirma que no dia em que o porteiro afirma o presidente recebeu o suspeito em sua casa, ele estava em Brasília, e que inclusive tem registros de sua presença na sessão que aconteceu naquele dia na Câmara dos Deputados. O Supremo Tribunal Federal (STF) irá investigar o caso.

“Qual é a intenção disso tudo? A intenção é sempre a mesma. O tempo todo ficam em cima da minha vida, dos meus filhos e quem está próximo de mim. O processo estava em segredo de justiça de repente vaza para quem? Para a Globo. É sempre a Globo a dar o furo”, disse Bolsonaro durante a transmissão ao vivo.

Witzel rebate as acusações: “Fui atacado injustamente”

Em sua conta no Twitter, Witzel rebateu as acusações feitas por Bolsonaro. Ele disse que foi atacado injustamente e que lamenta o que foi dito pelo presidente sobre ele.

“Lamento profundamente a manifestação intempestiva do presidente Jair Bolsonaro. Ressalto que jamais houve qualquer tipo de interferência política nas investigações conduzidas pelo Ministério Público e a cargo da Polícia Civil. Em meu governo, as instituições funcionam plenamente e o respeito à lei rege todas nossas ações”, publicou o governador.

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