Jornal Povo

Homem que dizia ser padre é detido por suspeita de aplicar golpes no RJ

Um homem que afirmava ser padre foi detido nesta terça-feira (3), suspeito de ter lesado fiéis em mais de R$ 150 mil. O prejuízo com os golpes denunciados ainda não foi totalizado pela polícia.

Luiz Benjamin França de Lima foi levado para a 48ª DP (Seropédica) para prestar esclarecimentos. Ele admitiu não ser ordenado e confessou os golpes. Agentes apreenderam com ele vestes sacerdotais e acessórios para missa.

Uma mulher diz ter pagado a Luiz mais de R$ 100 mil para anular um casamento católico da filha. Outra vítima, amiga dessa família, alega ter dado ao suposto padre pelo menos R$ 25 mil pelo mesmo processo.

Luiz será indiciado e responderá por estelionato, furto qualificado e falsidade ideológica – e pode ter uma pena de até 12 anos de prisão.

A Polícia Civil investigou o caso depois que uma vítima, Ruth Clea, recebeu Luiz em sua casa.

A Ruth, Luiz afirmou que era doutor em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica, mestre pela Universidade de Coimbra, com bacharelado em Roma, e que iria lecionar na Universidade Federal Rural, localizada em Seropédica.

Tudo isso era mentira, conforme o próprio Luiz disse na delegacia.

Ruth procurou a orientação de Luiz para anular o casamento da filha, celebrado na Igreja Católica. O então “padre” afirmou que resolveria tudo, mediante o pagamento de taxas para serviços como tradução, advogados, hospedagens e passagens aéreas.

A mulher afirmou, em depoimento à delegacia, que contraiu diversos empréstimos que somaram mais de R$ 100 mil desde janeiro de 2019.

Ao desconfiar que havia algo errado, Ruth foi até a Rural e descobriu que Luiz não era professor da instituição – logo toda a história foi desvendada.

Ela descobriu também que Luiz instalou câmeras de segurança em sua casa e que acreditava que ele invadiu e utilizou seus telefones e computadores.

Luiz, ao perceber que poderia ser descoberto, saiu de casa e disse que estaria indo para Newark, nos Estados Unidos.

Após ser detido, Luiz reconheceu que nunca foi padre nem teve os diplomas alardeados. Ele disse que cursou apenas até o 5º ano do ensino fundamental. Seu nome, inclusive, não possui Benjamin, sendo apenas Luiz França de Lima.

Luiz afirma que se apresenta como padre porque possui um distúrbio mental e alimentava esse sonho desde a infância, “traumática”, devido principalmente à morte de seu pai. Ele afirmou tomar remédios de uso controlado e que estava na casa de Ruth já havia dois anos.

Ele admitiu que possui um relacionamento homossexual há três anos. O namorado era apresentado como um primo que ajudaria nos deslocamentos para anular o casamento de Juliane, filha de Ruth.

Luiz também confirmou que recebeu R$ 50 mil de Ruth para anular o casamento da filha, mas que com o dinheiro comprou seis terrenos na cidade de Santa Cruz, em Pernambuco, e para fazer uma viagem a um templo religioso em Goiânia. Ele disse ainda que, se for necessário, se compromete a vender os terrenos ou transferir a propriedade para Ruth para ressarcir o prejuízo.

Via: G1


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