Jornal Povo

Marcelo Piloto recebe pena de 5 anos por invadir delegacia e resgatar comparsa

O traficante Marcelo Piloto foi condenado a cinco anos de prisão por invadir uma delegacia na Zona Norte do Rio e resgatar um comparsa que havia sido detido. O caso aconteceu no dia 3 de julho de 2012. Na ocasião, 16 traficantes armados entraram na 25ª DP (Engenho Novo) e libertaram Diogo Souza Feitosa, o DG. Apesar de ser, segundo a investigação, chefe do tráfico da favela do Mandela e nome mais alto da hierarquia do tráfico naquela ação, Piloto não recebeu a pena mais alta: outros comparsas foram condenados a até nove anos de prisão.

A sentença de Piloto é assinada pelo juiz Marcelo Oliveira da Silva, da 16ª Vara Criminal. “A sociedade criminosa é de tal forma organizada que, rapidamente, tiveram condições de se estruturar com homens, carros roubados e farto arsenal bélico para invadir um distrito policial, como verdadeiro ato terrorista, a fim de resgatar um dos integrantes da facção criminosa”, escreveu o magistrado. O chefe do tráfico respondia pelos crimes de facilitação de fuga de pessoa presa e associação criminosa.

Em 2013, Davi Moraes de Sá, o Davi Paraíba, Alan Mendonça da Silva, o Lourinho, e Carlos Gomes de Carvalho Júnior, o Juninho do Vasco — que também participaram da ação — foram condenados a, respectivamente, sete, oito e nove anos de prisão pelos mesmos crimes. O Ministério Público vai recorrer da sentença de Piloto.

Piloto, atualmente, cumpre pena no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia. Ele foi capturado pela polícia paraguaia na cidade de Encarnación, no país vizinho, em 2017. O traficante, apontado pela polícia do Rio como um dos maiores fornecedores de drogas e armas do tráfico no estado, foi expulso do Paraguai em novembro do ano passado, após matar Lidia Meza Burgos, de 18 anos, dentro do quartel das Forças Armadas onde estava preso.

Em dois interrogatórios feitos por videoconferência do presídio federal de Porto Velho, em Rondônia, entre maio e junho, Piloto negou à Justiça do Rio ser traficante de drogas: disse que “vendia muamba” no período de cinco anos que viveu, foragido, no país vizinho. Ele negou que participou do resgate de DG e afirmou não conhecer diversos comparsas identificados na investigação da polícia.

Piloto foi reconhecido por um dos policiais civis que estava na delegacia no momento da invasão. Na ocasião, o bando chegou ao local em três carros e duas motos horas depois de DG ser preso. Armados com fuzis e pistolas, os traficantes renderam os policiais, invadiram a delegacia e soltaram o comparsa, quebrando a fechadura da cela com um cadeado. A polícia não conseguiu recapturar DG: ele só seria morto um ano depois, com um tiro na cabeça, durante operação do Bope no Caju, Zona Norte do Rio.

Via: Jornal Extra

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