Jornal Povo

Profissionais da área de cultura denunciam que arena na Pavuna se tornou cabide de empregos

Profissionais da área de cultura denunciam que a Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, é usada como cabide de empregos. De acordo com eles, o espaço pertence ao poder municipal e a gerente nomeada indicou parentes para cargos.

A arena era administrada pelo Instituto Avenida Brasil, que ganhou um edital para gerir o espaço até 2020. Porém, a Prefeitura do Rio rompeu o contrato em julho deste ano.

“A gente não sabe por qual motivo o contrato foi rescindido. Ninguém explicou para nós. Existem metas para as casas de cultura baterem ao longo da gestão. Em dezembro do ano passado, tivemos 75 ações culturais. A casa não tinha mais data para receber produtores e artistas. Este ano tem quatro, nós vimos na divulgação da casa. Em novembro do ano passado, tivemos uma média de 65 atividades culturais na casa. Este ano aconteceram cinco. A casa batia entre 85 mil e 100 mil pessoas por mês”, contou Anderson Barnabé, o antigo gestor do local.

Tatiane Medeiros, que assumiu a gestão do espaço, nomeou o filho, o enteado e cunhados. Ela é manicure por profissão e foi cabo eleitoral do prefeito Marcelo Crivella e trabalhava no gabinete dele como assistente. Em julho, ela foi nomeada como gerente da Arena Jovelina Pérola Negra com o nome de solteira, Tatiane Souza de Oliveira.

O filho dela, Davy Souza, também foi trabalhar com ela. A nomeação foi divulgada na mesma edição do Diário Oficial. Dois enteados também foram nomeados: Fhelipe Neves de Medeiros e Jonathan Lima de Medeiros. O cunhado também ganhou um emprego: André Luís Correia da Silva também foi nomeado como assistente, com salário de R$ 1.559.

De acordo com a Prefeitura do Rio, os nomes citados na reportagem não fazem mais parte da Arena Jovelina Pérola Negra. Porém, eles não foram exonerados.

A prefeitura afirmou que está montando o desenho de gestão própria da arena, mas não explicou por qual motivo rompeu o contrato com o instituto que gerenciava o espaço e se vai apurar as denúncias de favorecimento de parentes.

Uma prestadora que mora na região contou que nunca viu os familiares da gestora na arena.

Enquanto isso, falta dinheiro para pagar os salários dos trabalhadores terceirizados da área de cultura. Eles não se identificam por medo de uma retaliação e contam que estão sem receber há dois meses.

“Tenho conta para pagar, eu moro de aluguel, tenho que pagar, eu estou devendo aluguel”, contou um dos funcionários.

“Fui na firma e eles falaram para procurar um advogado, o prefeito não repassou dinheiro, não tem como pagar ninguém”, destacou outra profissional.

Em novembro, Tatiane deixou o cargo na arena e voltou para o gabinete do prefeito. Uma nova gestora foi nomeada na segunda-feira (9).

“Um local de cultura tem que ser administrado por gente de cultura e não gente que está fazendo política, seja ela qual for” ressaltou o produtor cultural Alexandre Damascena.

Sobre o atraso dos salários dos funcionários terceirizados da área de cultura, a Prefeitura do Rio afirmou que assim que conseguir pagar os salários dos servidores, o foco será pagar os fornecedores.

Via: G1

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