Jornal Povo

Suspensão de pagamento da Prefeitura do Rio pode afetar tratamento e transporte de lixo a partir de sábado

A suspensão das atividades do Tesouro Municipal do Rio de Janeiro, na terça-feira (17), preocupa os fornecedores que prestam serviços para a prefeitura. Várias áreas dependem de serviços terceirizados, que já estavam com repasses atrasados. A empresa responsável por transportar e tratar os resíduos recolhidos na cidade emitiu um comunicado nesta quarta (18) informando que será forçada a reduzir o número de carretas que transportam o lixo para uma central de tratamento em Seropédica, na Baixada Fluminense, a partir do próximo sábado (21).

De acordo com o RJ1, a empresa afirmou que a dívida com a Prefeitura do Rio chegará a R$ 62 milhões e não há previsão para o pagamento dos repasses referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro.

A Associação das Empresas de Engenharia recomendou que as empresas que possuem contratos com a prefeitura paralisem os serviços. As obras na Avenida Niemeyer podem ser afetadas.

“Ela já vinha sendo afetada porque os pagamentos efetuados pela prefeitura às empresas que estão lá trabalhando não corresponde ao volume de obras já executadas. Para dar um exemplo, tem 85% do serviço executado e as empresas receberam o equivalente a 15% de tudo que já foi feito”, afirmou Luiz Fernando Santos Reis, presidente da Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro.

A associação teme que a falta de repasses leve algumas empresas à falência. A entidade afirma que, das 150 companhias associadas, 60 têm contratos com o poder municipal. Entre os serviços prestados estão a limpeza de galerias, asfaltamento de ruas, dragagem de rios e obras como a do BRT Transbrasil.

Na terça (17), a Procuradoria Geral do Município do Rio de Janeiro entrou com um recurso para que a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de bloquear as contas da prefeitura seja suspensa. A procuradoria argumenta que a medida causa um dano à ordem pública e às finanças da cidade.

Durante audiência no TRT, o procurador do município e o secretário municipal de Fazenda disseram que os arrestos vão comprometer outros serviços.

“A prefeitura parou. Não há mais dinheiro para pagar nada. Senhores, isso é sério, porque todos vocês serão mais afetados, não só como os trabalhadores que deixaram de receber salário, mas como cidadãos que não terão os serviços públicos. Limpeza urbana, educação, tudo. Se a preocupação antes era a saúde parada, agora vai ser a cidade toda parada”, destacou Dárcio Chaves Faria, procurador do Município do Rio.

Falta de materiais

Sem os repasses regulares às Organizações Sociais (OSs), a falta de materiais já prejudica o atendimento, mesmo em unidades que têm administração direta da prefeitura.

O RJ1 teve acesso a informações que fazem parte do controle interno da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

No Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio, das 367 vagas em leitos de enfermaria, 31 estão bloqueadas por falta de roupa de cama.

Via: G1


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