Foragida da Justiça do RJ por envenenar e matar crianças é presa em Sergipe

Uma mulher de 53 anos foi presa, nesta quinta-feira (18), após o Instituto de Identificação de Sergipe descobrir, através de exames das digitais, que ela era uma foragida da Justiça do Rio de Janeiro, acusada de envenenar e matar crianças na década de 1990 e condenada a 16 anos de prisão em 2013. Entre as vítimas, a filha e a sobrinha da acusada.

Segundo a Secretaria de Segurança de Sergipe (SSP/SE), a investigação, que durou cerca de cinco meses, foi iniciada após a mulher passar por um período de internamento no Hospital de Urgência de Sergipe, em Aracaju, depois de ser vítima de espancamento por um companheiro. Na ocasião, ela foi socorrida por vizinhos e, na unidade de saúde, se apresentou com um nome falso, além de dizer que não possuía documentos.

Durante o período em que ela esteve internada, o hospital solicitou exames de identificação. Foi quando surgiram as primeiras suspeitas da polícia em relação a sua verdadeira identidade e foram iniciadas as investigações.

Após receber alta, a mulher foi ajudada por uma dona de casa que a conhecia por frequentar uma igreja, e durante alguns meses custeou as despesas de moradia e alimentação, chegando a levar a foragida para o convívio de sua família, onde também havia crianças. “Como ela não tinha documentos procurei o Instituto para tentar fazer o RG e organizar uma internação em uma casa de idosos. Em dezembro, foi realizada uma nova coleta das digitais e ficou marcado um retorno ao Instituto. Foi quando fomos surpreendidos com toda essa história”, lamentou a dona de casa, Rafaela Leite Santos.

“Ela era carinhosa com meus filhos. E quando eu soube a verdade achei que era um engano. Não queria acreditar que era ela”, disse. Apesar do comportamento carinhoso com as crianças a mulher já tinha demonstrado em alguns momentos ser agressiva. “Quando ela sentia ciúmes fica meio agressiva, mas recuava. Durante uma brincadeira com minha irmã, ela não gostou e avançou na nela com uma faca. Mas apesar disso, nunca desconfiamos de que ele seria capaz de machucar alguém”.

A SSP informou que a mulher foi encaminhada ao Presídio Feminino, em Nossa Senhora do Socorro, onde vai ficar à disposição da Justiça de Rio de Janeiro.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o relato do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro diz que ela foi denunciada por envenenar e matar crianças. “Na madrugada de 17 de dezembro de 1995, no Bairro Acari, com intenção de matar, ministrou o veneno conhecido como chumbinho ao menor de um ano de idade, que só não morreu porque chegou a ser socorrido. Enquanto a vítima estava hospitalizada, ela tentou dar uma nova dose do veneno misturada com mingau. E foi presa em flagrante depois que uma enfermeira percebeu e acionou a polícia”.

Durante as investigações, testemunhas relataram outros crimes envolvendo a morte de crianças em situações semelhantes, como a de uma senhora que deixava o filho com a suspeita e um dia o menino começou a passar mal, foi hospitalizado e apresentou sinais de melhora. A mulher acompanhou a criança por uma semana, período em que o menino acabou morrendo. A mãe acredita que ela tenha participação na morte do garoto.

A irmã da suspeita, também relatou a Justiça que perdeu uma filha com os mesmos sintomas. A morte teria ocorrido em 27 de setembro de 1995. Ela disse ainda que a sobrinha, filha da suspeita, também morreu da mesma forma.

Via: G1




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