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Jovem que salvou menino de ataque de pitbull no Rio conta que animal tinha marcas de ferimentos

Jovem que salvou menino de ataque de pitbull no Rio conta que animal tinha marcas de ferimentos

O jovem que salvou uma criança do ataque de um pitbull na última quinta-feira (19) disse que o cão já tinha sinais de ferimentos, que poderiam ser de maus tratos, e eximiu o animal de qualquer culpa. Ele contou que imaginou a filha passando pela situação e se sentiu obrigado a ajudar.

“Nenhuma raiva. O cachorro é inocente. É igual uma criança”, explicou Patrick do Céu.

Ele contou que não se sente um herói pelo que fez. Patrick, que está com a mão e as pernas machucadas, revelou que o pitbull apareceu na rua na última quarta-feira (18). O animal estava sem dono e ele chegou a dar água e comida ao animal.

“Eu imaginei a minha filha no chão. Quando eu vi aquilo, eu coloquei na minha cabeça que era a minha filha e eu tinha que salvar”, destacou Patrick.

No meio do resgate do menino, o celular de Patrick, que está desempregado, caiu no chão e quebrou.

O pequeno João Pedro, alvo do ataque, ficou com o olho inchado e levou alguns pontos no pescoço. Os dois ficaram meia hora no teto do carro esperando por ajuda.

“O corte foi bem profundo. Na hora que o médico abriu para lavar, dava para enfiar a primeira parte do dedo. Foi por muito pouco”, contou a mãe, emocionada.


A babá do menino, que está com o braço imobilizado, contou que o cachorro começou a ficar agressivo quando viu crianças brincando de patinete. Ela, que quebrou o braço após o ataque, se protegeu ao ver que a criança estava segura em cima do carro.

“O barulho do patinete estava incomodando (o pitbull). Mas aí ele me pegou por trás e me derrubou”, explicou.

A vizinhança só descobriu a gravidade do ataque depois que o dono do carro estranhou os amassados no teto e pediu as imagens das câmeras de segurança.

O cão está no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, em São Cristóvão. De acordo com a Vigilância Sanitária, ele deve ficar em observação por dez dias. O dono ainda não foi encontrado.

O animal não possui nenhum chip que identifique o dono. Durante o período que ele ficará sob observação, os profissionais de saúde veterinária verificarão se o animal está castrado e em plenas condições de saúde.

Via: G1



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