Distribuidora na Zona Norte aumenta em cinco vezes a venda de galão de água

Para se precaver do mal-estar provocado pelo consumo da água distribuída pela Cedae, que analisou amostras e detectou a presença da substância Geosmina, produzida por algas, a população está correndo atrás dos depósitos do produto. Em Irajá, por exemplo, moradores da Rua José Vieira Filho ajudaram a impulsionar as vendas da distribuidora de água mineral Direto da Fonte, que fica em Vicente de Carvalho. O proprietário, Gustavo da Silva Costa, de 30 anos, diz que a venda de galões de água aumentou em cinco vezes nos últimos dias. Ele conta que vendia em média 30 galões por dia e que atualmente chega a entregar cerca de 150 entre os bairros da Penha e de Rocha Miranda.

Por volta das 10h15m desta quarta-feira, Gustavo da Silva chegou à Rua José Vieira Filho para fazer uma de suas últimas três entregas da parte da manhã, de um total de 75. Ele disse que tem distribuidora se aproveitando e aumentando o preço do galão.

— A procura por água mineral aumentou muito por causa da contaminação da água da Cedae. Estou trabalhando muito mais para atender a demanda.

Gustavo foi até a casa de Marilena Santa Rosa Luiz, de 70 anos. Há duas semanas, conta Marilena, ela sofre com o gosto e o cheiro ruins da água da Cedae e passou muito mal.

— Eu guardo água numa tina que tenho no quintal. Mas a água está inutilizada. No fundo dela tem muita areia. Sinal de que a água está vindo com barro. Eu passei muito mal com diarreia, dores de cabeça, de estômago e vômitos. Passei a ferver a água. Mas, mesmo assim, o gosto e o cheiro continuavam ruins. Agora passei a comprar água mineral — disse a mulher que pagou R$ 30 por 20 litros de água mais o galão.

Vizinho dela, o aposentado Hélio dos Santos Ferreira Filho, de 65 anos, contou que percebeu a tempo a mudança de cor e de gosto na água e passou a fervê-la antes de consumir.

— Está tudo errado. Não informam direito à população e demoramos muito para saber o que realmente estava acontecendo. Ainda bem que percebi a tempo de ninguém passar mal — comentou.

Já o aposentado José Agostinho Oliveira Santos, de 70 anos, morador da mesma rua, carregou um galão de 20 litros de água nas costas. Ele foi até a casa de um amigo e pediu ajuda.

— Eu não bebo mais água em casa. Passei a beber somente água mineral. Não quero passar mal como as pessoas que vejo nas notícias. Descobri um supermercado que está fazendo promoção no preço da água. Paguei R$ 1 por uma garrafa com 1,5 litro de água. Comprei 12 garrafas de uma vez – disse Agostinho.

Via: Jornal Extra

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