Pai de santo diz ter sido vítima de intolerância religiosa em delegacia

O pai de santo Marcus Vinício Valente de Oliveira, de 32 anos, foi impedido de registrar um crime de intolerância religiosa na 57ª DP (Nilópolis), no último dia 14. A vítima tentou denunciar uma loja de roupas por, segundo ele, tocar músicas contra religiões de matrizes africanas. No entanto, ele conta que um inspetor da delegacia se negou a fazer o boletim.

De acordo com Marcus Vinício, o agente afirmou que não faria o registro de ocorrência. “Ele disse: ‘Já que meu Jesus Cristo pode ser chamado de gay, ninguém vai mais registrar casos como esse'”, informou o rapaz. O agente se referiu, conforme o pai de santo, ao especial de Natal do Porta dos Fundos.

A vítima contou ao DIA que se sentiu abandonada pelo poder público ao procurar auxílio e não ter a chance de registrar a ocorrência. “Um atendimento deplorável, eu achei que ele poderia me dar voz de prisão, só estávamos eu e ele na delegacia. Ele abriu os braços, dizendo que ele era evangélico”, conta.

Após o ocorrido, Marcus Vinício recebeu o suporte da Superintendência de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa do Estado do Rio de Janeiro. Ainda segundo ele, o policial chegou a dizer que a ‘vontade dele era de jogar uma bomba na produtora responsável pelo especial de Natal’. Marcus precisou recorrer à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Centro do Rio, onde foi atendido. 

Procurada, a Polícia Civil informou que o delegado da 57ª DP (Nilópolis) se dispôs a atender a vítima novamente e que a conduta do agente que o recebeu seria apurada. Segundo o Ministério Público, nenhum policial pode se negar a registrar uma ocorrência e a vítima pode formalizar uma denúncia contra o agente junto à entidade.

Via: O Dia

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