Lorenna Vieira, mulher de Rennan da Penha, registra ocorrência e diz que vai processar Itaú

A empresária Lorenna Vieira afirmou ter sido procurada pelo banco Itaú pouco antes da meia-noite desta sexta-feira (31), por conta da situação que viveu nesta quinta, na agência que fica no bairro da Penha, Zona Norte do Rio, quando ela teve que sair do estabelecimento levada por policiais civis para a 22ª DP, por suspeita de fraude.

Lorenna voltou, na manhã desta sexta-feira (31), à 22ª DP, junto com o marido, Rennan da Penha e com o advogado Cláudio Muniz, para registrar um boletim de ocorrência.

“Talvez deve ser por causa da cor dela, não sei. O procedimento que teve o banco, a postura da instituição foi muito desagradável”, Cláudio Muniz.

A empresária contou como foi o contato feito pelo Itaú.

“Entraram em contato e a responsável pela ouvidoria me perguntou se eu acho que a foto do meu documento parecia realmente comigo, e se ela poderia conversar comigo pessoalmente. Eu falei que não queria”, disse Lorena.

Lorenna explicou que toda a confusão começou quando funcionárias da agência disseram que ela estava diferente da foto da identidade apresentada no banco, onde estava de cabelo alisado. Atualmente, a empresária usa os cabelos naturais, mas afirma que, fora a diferença no cabelo, continua com a fisionomia igual ao documento.

“Eu só estou com o cabelo liso e expliquei isso. É só por causa do cabelo, eu não estou com outro nariz, não estou de lente, sou eu mesma, só o cabelo é que está diferente. Foi a mesma mulher quem abriu a minha conta e ela sabia que era eu, por isso, para mim, ela foi preconceituosa”, disse.

O que diz o banco

Na noite desta quinta, o Itaú se posicionou, pedindo desculpas pelo ocorrido. Na nota, o banco diz que o que aconteceu com Lorenna se trata de um procedimento padrão em suspeita de fraude, mas não explicou porque Lorenna era suspeita de fraude. Veja abaixo a nota completa do banco.

“O Itaú Unibanco lamenta e se desculpa pelos transtornos causados a Lorenna Vieira nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, e vem tentando contato com ela para resolver a situação. O Itaú Unibanco esclarece que o procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude, e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero. O objetivo era proteger os recursos de Lorenna de possível fraude, uma vez que já havia um bloqueio preventivo de sua conta corrente e era difícil identificá-la com o documento apresentado no caixa. O Itaú Unibanco acredita que toda forma de discriminação racial deve ser combatida”.

“‘Procedimento padrão’. Quantas vezes isso aconteceu com pessoas brancas? Ricas? Pra nós, é sempre ‘procedimento padrão’ eles erraram e ainda deram essa desculpa, que é falsa! Se eles fossem sinceros eu saberia que eles não compactuam com isso. Mas só reforçaram o quanto são preconceitos”, afirma ela.

Em nota, a Polícia Civil se manifestou na tarde desta sexta-feira (31).

“De acordo com informações da 22ª DP (Penha), uma equipe foi até a agência do banco Itaú, localizada no Mercado São Sebastião, para verificar uma possível ocorrência de uso de documento falso, detectada por funcionários da agência. Os policiais convidaram a mulher a acompanhá-los à delegacia, que fica próxima ao local, para verificar a autenticidade do documento. Após ela concordar, eles foram à unidade em viatura descaracterizada, onde foi constatado que o documento era verdadeiro e ela foi liberada”.

Via: G1

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