Cleo: “Às vezes vou estar à vontade com meu corpo, às vezes não. Faz parte do processo”

Cleo sempre esteve entre nós. Filha da atriz Gloria Pires e do cantor Fábio Jr. – dois ícones da cultura pop brasileira –, a artista carioca de 37 anos cresceu sob os olhos da opinião pública. Aos 11, foi escalada para interpretar a própria mãe quando criança na minissérie Memorial de Maria Moura, da TV Globo. Pouco mais de uma década se passou e, já adulta, se lançou como atriz para valer na novela América (também da Globo), de Gloria Perez.
Um ano antes, em 2004, havia sido premiada no Festival de Cinema do Rio por sua estreia cinematográfica, no filme Benjamin (adaptação do homônimo livro de Chico Buarque). Mas isso foi há muito tempo. Cerca de 16 anos, durante os quais, como todas nós, Cleo passou
por muitas fases, tanto profissionais – além de atriz, há mais ou menos dois anos investe na carreira de cantora – como pessoais. E, por que não, corporais.

“Houve fases da vida em que tive um peso normal, fases da vida em que quis emagrecer e tomei remédio. E, agora, foi acontecendo. Que eu saiba, sem
nenhuma questão relacionada à saúde”
, diz sobre os 20 quilos que engordou no ano passado e que viraram alvo de ataques nas redes e assunto abordado em programas de TV.“O olhar dos outros não tem tanta importância. Muitas vezes é dolorido, e é normal que seja. Mas sou dona da minha narrativa: de onde vim, para onde vou, sou eu que sei.”

Assim como nosso feed não dá conta de abordar todas as nossas facetas, Cleo tampouco se resume às fotos que posta no Instagram, onde é seguida por quase 13 milhões de pessoas. Sim, ela tem uma atitude sexy, não nega, mas não é apenas isso. “As pessoas não te levam a sério; ou porque posou para a Playboy [Cleo foi capa em 2010], ou porque posta foto sexy no Insta, como se uma coisa tivesse a ver com a outra.”


Para que sua voz seja ouvida além do estereótipo, embora mantenha um contrato com a Globo, montou uma produtora independente para cuidar de suas produções musicais – entre elas, o clipe Queima, parceria com a funkeira Pocah, lançado no fim do ano passado – e do canal Cleo On Demand, do IGTV, onde publica séries de ficção com temática feminina e feminista (a primeira é sobre feminicídio). Este ano, protagoniza ainda dois filmes, o terror Terapia do Medo, dirigido por Roberto Moreira, em que vive duas irmãs gêmeas, e a comédia O Amor Dá Voltas (de Marcos Bernstein), ao lado de Juliana Didone.

Cleo está no comando da própria vida. Mas não pense que ela se considera poderosa e maravilhosa todos os dias. Seu pulo do gato, ou melhor, da gata, é conseguir fazer com que seus momentos de insegurança, erros e suas eventuais questões de imagem não a paralisem. “Às vezes vou estar super à vontade com meu corpo, às vezes não. Faz parte do processo. Mas não vou deixar de viver nada por isso.”

Fonte: G1

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