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Djokovic se aproxima de recorde e diz: “Ser número 1 da história é um dos meus objetivos”

Novak Djokovic segue impressionando o mundo do tênis com seus feitos. Aos 32 anos, o sérvio chegou no domingo, ao vencer o Aberto da Austrália pela oitava vez, a um total de 17 títulos de Grand Slams, atrás apenas de Rafael Nadal, com 19, e Roger Federer, com 20. Além disso, nesta segunda-feira, voltou a ocupar o posto de número 1 do mundo pela 276ª semana em sua carreira e começa a ameaçar o recorde do suíço, com 310 no topo.

Atualmente, Djokovic é o terceiro com mais semanas no topo do ranking. Ao retomar a liderança de Rafael Nadal, o sérvio começa a sonhar com bater recordes ainda em 2020. Ele está a apenas 10 semanas de alcançar Pete Sampras, o que significa que o sérvio precisa se manter como número 1 até 13 de abril para igualar o feito do americano. A partir daí, poderia iniciar uma perseguição a Roger Federer, algo que está sim entre os objetivos de Djoko.

– Ganhar títulos de Grand Slam é uma das principais razões pelas quais eu continuo competindo e jogando as temporadas inteiras. Tentar ser o número 1 da história é um outro objetivo. Me colocar nessa posição é muito bom nesse momento. Estou muito feliz em como comecei a temporada, espero que dê o tom para o resto do ano. Eu tive o privilégio de vencer esse torneio (Aberto da Austrália) por oito vezes. E começar a temporada com um título de Grand Slam dá um ganho significativo de confiança do quanto posso ir longe no resto da temporada – afirmou Djokovic em sua coletiva de imprensa.


Apesar de muito difícil, Djokovic ainda poderia alcançar Federer e Nadal em número de Grand Slams vencidos em 2020. Para alcançar o suíço, teria que vencer Roland Garros, Wimbledon e US Open, algo que jamais aconteceu com qualquer tenista na Era Aberta, conquistando os quatro Majors no mesmo ano. Em agosto, o sérvio também tenta seu primeiro ouro olímpico, algo que, segundo ele, está entre as suas metas de carreira.

Thiem sobe e ameaça Federer no ranking

Dominic Thiem briga pelo número 3 com Roger Federer — Foto: REUTERS/Issei Kato

Dominic Thiem briga pelo número 3 com Roger Federer — Foto: REUTERS/Issei Kato

Surpresa na final do Aberto da Austrália, Dominic Thiem subiu para o número 4 do mundo, superando Daniil Medvedev. O austríaco, com seu resultado em Melbourne, se aproxima de Roger Federer, o 3º colocado, com apenas 85 pontos de diferença (7.045 a 7.130).

A disputa deve se acirrar nas próximas semanas, uma vez que o suíço defende o título de Dubai, com 500 pontos em jogo, enquanto Thiem deve atuar na América do Sul, em Buenos Aires e Rio de Janeiro, onde defende apenas 90 pontos na Argentina.

Kenin entra no top 10; Osaka despenca

Sofia Kenin foi campeã do Aberto da Austrália — Foto: Clive Brunskill / Getty Images

Sofia Kenin foi campeã do Aberto da Austrália — Foto: Clive Brunskill / Getty Images

No ranking feminino, a grande novidade é a presença da americana Sofia Kenin, campeã do Aberto da Austrália, que subiu oito posições e assumiu o 7º lugar da WTA, ultrapassando sua compatriota Serena Williams, que segue na 9ª colocação após ser derrotada ainda na terceira fase da competição.

Na liderança, a australiana Ashleigh Barty segue com folga. Com tropeços de Naomi Osaka e Karolina Pliskova, a atual número 1 do mundo agora tem mais de 2 mil pontos de vantagem para a segunda colocada, Simona Halep.

Fonte: Globoesporte.com