Professor que morreu por suspeita de envenenamento no DF gravou áudio citando desavença com colega

Um amigo do professor Odailton Charles Albuquerque Silva, que morreu após passar mal em uma escola pública em Brasília, afirmou ao G1 que o educador enviou mensagens de áudio alegando que “uma colega de trabalho não era confiável”. A família suspeita que Odailton, de 50 anos, tenha sido envenenado.

Segundo o delegado Laércio Rossetto, responsável pela investigação, o áudio existe. “Não vou adiantar detalhes, mas há um áudio”, disse Rosseto à reportagem.

Odailton teve um mal-estar na quinta-feira (30), depois de tomar um suco que teria sido oferecido por essa colega, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 410. Após ficar cinco dias internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o professor morreu na terça-feira (4).

Amir Rodovalho, que é amigo da família, disse nesta quinta (6) que ouviu os áudios enviados por Odailton, após tomar o suco na escola. Na mensagem, segundo Rodovalho, o professor afirma que havia uma colega que não gostava dele e que esta pessoa ofereceu a bebida.

“No áudio dele que eu ouvi, realmente eu descobri que tinha uma pessoa lá que não era muito simpática com a amizade dele. Uma colega de trabalho que, infelizmente, não demonstrou aquela amizade confiável”.

Ainda de acordo com Rodovalho, em outras mensagens, o professor disse aos amigos que suspeitava que alguém tivesse colocado “laxante ou algo do tipo” no suco que ele tomou.

“Ele [Odailton] inclusive comentou no áudio que tomou um suco que ela ofereceu e que esse suco, imediatamente, fez ele passar mal”.

A Polícia Civil aguarda o resultado de exames para definir que tipo de substância o professor pode ter ingerido, e se houve envenenamento. Os investigadores também começaram a ouvir os funcionários da escola.

De acordo com o delegado Laércio Rossetto, “os depoimentos são contraditórios”. Na quarta-feira (5), peritos foram até o colégio, que não possui câmeras de segurança. Rossetto explicou que a polícia fez um croqui do local para tentar entender o que aconteceu.

“O croqui é tipo um mapa. Quero estabelecer a dinâmica, os cômodos, a circulação dele [professor] lá. Por onde transitou, com quem ele falou.”

A Secretaria de Educação do DF afirmou que vai “instaurar uma sindicância para apurar o caso”. A pasta explica que a apuração levará em consideração as conclusões do inquérito policial.

O corpo do professor será sepultado durante a tarde desta quinta-feira.

Via: G1

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