Moradores da Maré vivem incerteza quanto à continuidade de atendimento médico

Os moradores do Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio, estão com medo de ficarem sem atendimento médico na comunidade onde mais de 140 mil pessoas vivem.

Desde a troca da Organização Social Viva Rio pela empresa municipal Rio Saúde, ao todo, cinco mil funcionários como médicos e dentistas foram demitidos e há incerteza quanto à continuidade do atendimento. Na manhã desta quarta-feira (19), funcionários fizeram um protesto na Avenida Brasil.

A situação de incerteza e falta de atendimento se repete em outras áreas da cidade, como em Marechal Hermes.

A dentista Zeliete de Almeida Rodrigues recebeu o aviso de que estava sendo demitida de repente.

“Gosto de trabalhar na comunidade, não meço esforços, faço tudo que é de direito pela população”, diz ela, que foi atingida por um tiro durante uma operação no ano passado.

“Há 12 anos trabalho aqui na comunidade e, de repente, recebi essa notícia que estava sendo demitida. Faltam somente 8 meses para eu me aposentar”, diz ela.

A Viva Rio era responsável por 76 clínicas da família e centros municipais. Agora, há incerteza quanto á continuidade do atendimento para a população, principalmente dentro das comunidades.

“Isso é difícil para os profissionais, mas, mais do que tudo, para a população, que fica sem esses profissionais que já têm vínculo, que já fazem esse cuidado há muito tempo”, diz a médica Graciela Pagliaro.

O Conjunto de Favelas da Maré tem 140 mil moradores distribuídos em 16 comunidades. Na região, funcionam 7 unidades de atenção básica, fora aos centros de atenção psicossocial. Os profissionais desses centros foram demitidos depois que a prefeitura decidiu romper o contrato com a Viva Rio.

A secretária Municipal de Saúde, Beatriz Busch, diz que os médicos, enfermeiros e agentes comunitários estão sendo chamados para continuar a trabalhar nas comunidades.

“A empresa pública Rio Saúde contrata por concurso público, então quem passou, vai trabalhar na Maré, mas isso é um contingente menor. Os médicos, cirurgiões dentistas e os agentes comunitários de saúde serão convidados a continuar na Maré”, garantiu.

Nesta sexta-feira (21), a Rio Saúde assume 76 clínicas e admite que, inicialmente, as clínicas podem não ter o quadro de profissionais completo.

“Na fase inicial, de transição, ninguém começa com 100% de funcionamento”, disse a secretária.

Via: G1

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