Sequestradores presos no Rio se passavam por policiais e usavam mandados de prisão falsos

O grupo preso em flagrante acusado de praticar sequestros na Zona Oeste do Rio usava mandados de prisão falsos para capturar as vítimas.

Na noite de sexta-feira de carnaval (21), policiais da Delegacia Antisequessestro (DAS) desmantelaram a quadrilha, suspeita de manter em cativeiro duas pessoas nas últimas semanas.

A polícia descobriu que os criminosos agiam sempre da mesma forma para capturar as vítimas. O objetivo era realizar as abordagens sem despertar a atenção de eventuais testemunhas.

Para isso, um falso mandado de prisão e falsos distintivos de polícia formavam a “senha” para os criminosos atacarem os alvos. Na ação policial, quatro criminosos foram presos em flagrante.

O primeiro ataque identificado pelos investigadores aconteceu na porta de um shopping, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. No último dia 8, a funcionária de uma loja foi abordada na saído do trabalho.

Quatro sequestradores foram presos pela DAS em Campo Grande — Foto: Reprodução
Quatro sequestradores foram presos pela DAS em Campo Grande — Foto: Reprodução

Às 22h14, ela saiu do shopping quando um homem com terno branco se aproximou, mostrando um papel. Ela foi levada para dentro de um carro e, de lá, para o cativeiro em Campo Grande, também na Zona Oeste.

A polícia diz que o homem que faz a abordagem é Alessandro dos Santos Quintanilha, um dos capturados.

A jovem sequestrada é, segundo a polícia, namorada do filho de um traficante da Cidade de Deus. De acordo com a investigação, a jovem e o marido não tem qualquer envolvimento com o crime.

A família chegou a pagar parte do pedido de resgate e depois acionou a DAS, que deu início à investigação.

Imagens obtidas pelos investigadores mostram a mulher no cativeiro, algemada. Ela foi libertada sem que o restante fosse pago.

Na sexta-feira, 21, a quadrilha voltou a agir. Desta vez, o alvo foi um comerciante de gás também da Cidade de Deus. Às 11h58 da manhã, o mesmo Alessandro abordou a vítima com outro mandado de prisão falso. Os criminosos o colocaram num carro preto e levaram novamente para um cativeiro em Campo Grande.

“Já estávamos monitorando a quadrilha há duas semanas. Quando eles atacaram de novo nós rastreamos e chegamos ao cativeiro, libertando a vítima”, explica o delegado da DAS, Claudio Gois, que coordenou a ação.

O RJ1 teve acesso às imagens das duas abordagens das vítimas e também do momento da prisão do grupo, nesta sexta, quando o carro voltava para o cativeiro.

Além de Alessandro, foram presos o genro dele, Jorge Luiz Santana da Silva, Wellington Santana Maciel da Silva e Andre Luiz França da Silva.

A DAS investiga agora a relação dessa quadrilha com milicianos da Zona Oeste. Os policiais civis já sabem que Jorge Luiz era morador da Cidade de Deus e começou a praticar sequestros relâmpagos em 2016 e 2017.

Na época, os traficantes descobriram que ele estava praticando o crime e o expulsou da favela. De lá, o criminoso se aliou a milicianos da Curicica, bairro na Zona Oeste.

A polícia afirma que ele passava informações sobres traficantes da favela para que esses fossem extorquidos. No início do ano ele começou a planejar sequestros mais longos, com cativeiro estrategicamente escolhido em área de outra milícia, em Campo Grande.

Nesta sexta, após levarem o comerciante de gás para o cativeiro e exigirem o pagamento de R$ 50 mil, a DAS rastreou os passos da quadrilha e chegou até os criminosos, prendendo o grupo e libertando a vítima.

Fonte: G1

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