Unidos da Ponte, Porto da Pedra e Cubango se destacam no 1º dia de desfiles da Série A no Rio

Unidos da PonteUnidos do Porto da Pedra e Acadêmicos do Cubango, três escolas de fora da capital, se destacaram no primeiro dia de desfiles na Sapucaí, que começou na sexta-feira (21) com as apresentações das escolas da Série A.

A abertura do carnaval de 2019 no Rio teve ainda Acadêmicos de Vigário GeralAcadêmicos da RocinhaRenascer de Jacarepaguá e Império Serrano.

Os desfiles atrasaram 15 minutos devido à chuva, que parou antes da primeira escola entrar na avenida, mas que voltou algumas vezes ao longo da madrugada.

Na noite deste sábado (22), outras sete escolas encerram o carnaval da série A deste ano: Acadêmicos do Sossego, Inocentes de Belfort Roxo, Unidos de Bangu, Acadêmicos de Santa Cruz, Imperatriz Leopoldinense, Unidos de Padre Miguel e Império da Tijuca.

No primeiro dia, nenhuma das escolas estouraram o tempo máximo de 55 minutos, mas algumas tiveram problemas com seus carros alegóricos.

Acadêmicos de Vigário Geral

Campeã da Série B em 2019, a Vigário Geral abriu a noite cerca de 15 minutos depois do horário previsto por causa da chuva, que parou antes do começo do desfile.

Com o enredo “O conto do vigário”, a escola falou sobre as farsas e o folclórico “jeitinho” brasileiro que ajudaram a construir a história do país desde seu descobrimento.

O desfile remetia à participação da Vigário na Série C em 2017, com o samba “Nasce um trouxa a cada minuto”, que era mais focado no enganado, e não nos enganadores.

A comissão de frente já ajudava a estabelecer o enredo ao contar a história de um vigário que enganou fiéis em Minas Gerais, no século XVII, com um burro com a imagem da Virgem. Na bateria, uma longa “paradona” permitia que a o samba se destacasse na voz do intérprete Tem-Tem Jr.

Com suas 24 alas, três alegorias e 1.700 componentes, a Vigário Geral mostrou a inocência do Brasil antes da chegada dos colonizadores, passou por histórias como a dos santos de pau oco, e refletiu sobre golpes usados até os dias de hoje.

Um dos tripés da escola mostrava um palhaço de terno com a faixa presidencial que fazia referência ao gesto do presidente Jair Bolsonaro de fazer armas com as mãos.

Ao encerrar o desfile com 53 minutos, a escola marcou seu retorno à Sapucaí, onde não disputava desde 1996, quando participou do antigo Grupo B.

Acadêmicos da Rocinha

A Acadêmicos da Rocinha foi a segunda escola a entrar na Marquês de Sapucaí.

Com o enredo “A guerreira negra que dominou dois mundos”, a escola contou a história de Maria da Conceição, uma escrava do Congo trazida para o Brasil e que aqui se tornou a guerreira Maria Conga.

Ela foi considerada uma heroína em Magé, cidade que tem o único quilombo reconhecido na Baixada Fluminense, o Quilombo Maria Conga.

Em 2018, a Rocinha ficou na 11ª colocação com o samba “Bananas para o preconceito”.

A comissão de frente contou a história de Maria Conga, da mulher no Quilombo da Magé a um espírito de luz.

Depois de uma ala com deficientes visuais acompanhados de seus guias representando a luta por direitos após a alforria de Maria, um carro alegórico feito por milhares de bambus como símbolo do próprio quilombo.

A escola enfrentou um problema com a terceira alegoria, que teve dificuldade para passar no meio da Sapucaí e deixou um grande buraco no desfile por alguns minutos.

O carro ilustrada a união das diferentes religiões de origem africana, com umbandistas, candomblecistas e espíritas.

Com 17 alas, três alegorias e 1.500 componentes, a Rocinha encerrou sua participação com 54 minutos.

Unidos da Ponte

Com o enredo “Elos da eternidade”, a Unidos da Ponte, de São joão de Meriti, fez uma conexão entre o abstrato e o mundo real para falar dos problemas que o carnaval vem passando.

A escola também aproveitou para mostrar que desde os primórdios a humanidade tenta se ligar à eternidade, seja através de através da religião ou dos legados para as futuras gerações.

A chuva voltou a cair na Sapucaí, o que dificultou um pouco a vida da Ponte. No carro abre-alas, a grande estátua de Zeus teve problemas e quase perdeu totalmente a cabeça.

Fundada em 1952, a Unidos da Ponte participou dez vezes do grupo principal do carnaval do Rio. A última vez foi em 1996. Em 2019, com o enredo “Oferendas”, ficou no 10º lugar.

Para tentar retornar ao Grupo Especial, a Ponte conta com o trabalho do carnavalesco mais novo d Série A, Lucas Milato, de 23 anos, que estreou na Sapucaí e fez um desfile com muitas cores na avenida.

Sob seu comando, a escola contou com 21 alas, três alegorias e um tripé e 1.900 componentes, e terminou o desfile em 53 minutos.

Unidos do Porto da Pedra

A Unidos do Porto da Pedra, de São Gonçalo, apresentou o enredo “O que é que a baiana tem? Do Bonfim à Sapucaí”, da carnavalesca Annik Salmon, que estreou sozinha na função.

A escola queria prestar uma merecida homenagem à ala mais tradicional das escolas de samba: a ala das baianas. Uma homenagem às chamadas mães do samba, quituteiras ou não, mas que fazem parte da história do carnaval.

A Porto da Pedra ficou na terceira posição da Série A de 2019 com uma homenagem ao ator Antonio Pitanga. Ela não volta ao Grupo Especial desde que caiu, em 2013.

A comissão de frente, que mostrava a ligação entre as baianas e as africanas, era acompanhada do coreógrafo Carlinhos de Jesus, que divide o comando com a também coreógrafa Karen Ramos.

As alas continuaram a explorar os diferentes pontos da história e da cultura das baianas. Uma delas mostrava a mudança de inúmeros baianos para o Rio de Janeiro, com miniaturas de caravelas sobre as cabeças dos componentes.

A Porto da Pedra contou com 20 alas, quatro alegorias e 1.500 componentes, e encerrou seu desfile em 53 minutos.

Acadêmicos do Cubango

A Acadêmicos do Cubango contou a história do patrono da abolição, Luiz Gama, no enredo “A voz da liberdade”. Para a escola, ele foi um dos personagens mais importantes da história do Brasil, mas pouco conhecido.

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