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Portela encerra primeira noite de desfile com dia claro e promove “arrastão” na Sapucaí

RIO – Última escola a passar na avenida no primeiro dia de desfiles, a Portela promoveu um verdadeiro “arrastão” na Sapucaí. Após a passagem do último carro, que representava a selva urbana, o público das frisas invadiu a pista acompanhado os integrantes até a dispersão, já com dia claro.

A azul e branco de Madureira, que falava dos índios tupinambás, os primeiros habitantes do Rio, abriu o desfile com a comissão de frente mostrando um ritual antropofágico. Os bailarinos encenaram um banquete no qual os índios tupinambás capturam e devoram partes do corpo de um membro de uma tribo rival. Logo em seguida o enredo fala de vida ao mostrar a porta-bandeira Lucinha Nobre “dando luz” a um bebê índio na Avenida. A fantasia dela era inspirada no mito da origem dos tupinambás.

Lucinha Nobre, porta-bandeira da Portela, vem interpretando a Purabore (mulher-grávida). Para compôr a fantasia, ela vem com uma barriga falsa
Lucinha Nobre, porta-bandeira da Portela, vem interpretando a Purabore (mulher-grávida). Para compôr a fantasia, ela vem com uma barriga falsa Foto: Felipe Grindberg

– A gente vem na frente falando de morte e atrás a Lucinha Fala de Vida. É o começo de tudo – disse Carlinhos de Jesus, coreógrafo da comissão de frente.

Ele contou que a comissão de frente batizada “Honra e glória do povo Tupinambá” reproduz um ritual bem comum naquela época. Segundo ele, os índios capturados sabiam que iam morrer,as antes era oferecido a eles as melhores refeições, a melhor oca e a Índia mais bonita.

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– Até que um dia o pagé do: chegou sua hora. Mas para ele (o índio que vai morrer) era também uma honra porque ele sabia que seria vingado.

Num determinado momento do desfile, o bailarino Matteo Luz, que representava o índio servido em sacrifício, entrava numa caixa e era substituído por um boneco feito a sua imagem e semelhança e em tamanbo real. Nesse momento o índio tinha a cabeça decepada e exibida pelo pagé.

O responsável pelo efeito é o caracterizador Vavá Torres. Ele contou que a cabeça, cujos olhos e bocas tinham movimentos foi feita de látex e os movimentos por um sistema de controle remoto.

O desfile também reservou uma surpresa para a bateria, que vinha protegida por uma barreira de guardiões, todos usando macacão verde, imitando flolhas de uma floresta e segurando flores artificiais. Uma das alas fazia refery crítica a poluição das águas, prejudicando a oescari. Antes da Azul e Branco desfilaram Estácio de Sá, Viradouro, Mangueira, Tuiuti, Grande Rio e Ilha.

A águia, a grande expectativa da Portela, movia as asas na Avenida. A carnavalesca Márcia Lage explicou que era foi feita de ferro coberta com espelhos e um tecido de paetês.

– A grande expectativa do portelense é a águia, nada mais importa. Foi nossa preocupação primária correr para elaborá-la – disse a carnavalesca.

O último carro fez grande sucesso com o público, principalmente os foliões das frisas e camarotes.A alegoria mostrava ataques de flechas a prédios modernos. Como as edificações eram revestidas de espelhos, por onde passava o público aproveitava para tirar selfie.

Fonte: Jornal Extra

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