Coronavírus: máscaras descartáveis e álcool em gel já estão em falta nas farmácias do Rio

Com a confirmação de um caso de coronavírus em São Paulo, a procura por álcool em gel e máscaras descartáveis cresceu significativamente nos últimos dias e pegou o mercado de surpresa. O aumento na demanda, somado ao feriado do carnaval e ao fato de que uma parte dos insumos vem da China, tem gerado problemas na distribuição, deixando as prateleiras vazias nas farmácias.

No Rio, esses itens já estão esgotados em boa parte das lojas percorridas pela reportagem em bairros do Centro, da Zona Sul e da Zona Norte.

Presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sergio Mena Barreto explicou que os estabelecimentos estão com dificuldades de repor os estoques de máscaras:

— Ninguém se planejou para essa demanda, até porque 30 dias atrás a procura já havia aumentado, e os distribuidores não tinham para entrega. Como o insumo delas é chinês, e o governo chinês restringiu a saída, está em falta. Mas o álcool em gel é uma falta pontual, porque tem produção nacional — disse.

A farmacêutica Ana Cristina Teodoro, da Drogaria Extra do Centro do Rio, contou que está com dificuldade para receber produtos importados, incluindo algumas marcas de álcool em gel.

— Estamos com poucas unidades para vender e já pedimos mais, mas como a demanda está grande e como alguns são importados, estamos com dificuldades para receber — disse.

Turistas e brasileiros desembarcam no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro
Turistas e brasileiros desembarcam no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro Foto: FABIANO ROCHA

Na Drogaria Max, também no Centro do Rio, está esgotado o estoque de álcool em gel e de máscaras descartáveis.

— Na quarta-feira, vendemos tudo e, nesta quinta, o estoque novo acabou ainda pela manhã. Um turista levou 20 pacotes de máscaras, e um casal brasileiro levou mais três — contou o farmacêutico Diogo Moura Palhares, que disse ter tido dificuldades para fazer novos pedidos por conta do carnaval.

— A distribuidora só vai abrir para novos pedidos na segunda-feira — lamentou.

Os produtos também estão esgotados em algumas unidades das drogarias Cristal, na Tijuca, e Cityfarma, em Copacabana. Em nota, a Venâncio informou que a procura pelas máscaras faciais e pelo álcool gel aumentou significativamente, mas a rede já vinha se preparando e estocou diversos produtos.

O porteiro José César de Oliveira, de 62 anos, disse que começou a usar álcool em gel há alguns anos, após a notícia de outras epidemias virais, como H1N1. Agora, com a chegada do coronavírus no Brasil, ele pretende aumentar o uso.

— Sempre que mexo em correspondências ou saio de alguma condução, como metrô ou ônibus, passo o álcool em gel nas mãos. Peguei esse costume há alguns anos, quando outros vírus apareceram. Tenho uma filha de 10 anos que também me ensina algumas coisas que aprendeu na escola sobre prevenção. Com o coronavírus aí, pretendo reforçar os cuidados — disse.

A secretária Andrea Brito, de 37 anos, também costuma usar álcool em gel, pois trabalha em um hospital, mas pretende aumentar o estoque do produto em casa.

— Tenho dois filhos. Então, é importante ter o álcool em gel em casa. A máscara, por enquanto, não vou comprar. Mas se aumentar o número de casos confirmados, pode ser necessário usar — afirmou.

Fonte: Jornal Extra

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