Arábia Saudita anuncia prisão de 298 funcionários do governo por suspeita de corrupção

Em mais uma onda de prisões entre funcionários de vários escalões do governo saudita, 298 pessoas foram detidas sob acusações que vão de abuso de poder a cobrança de propina no cargo. O anúncio foi feito pela Comissão de Controle Anticorrupção na noite deste domingo — o valor envolvido nos supostos crimes chega a 379 milhões de riais, equivalente a meio bilhão de reais, pela cotação atual. Entre os detidos estão oito altos funcionarios do Ministério da Defesa e dois juízes. Apenas seus cargos foram revelados, com os nomes dos acusados mantidos em sigilo pelas autoridades.

No começo do mês, o governo saudita ordenou a prisão de três integrantes da família real, incluindo o ex-sucessor da coroa, Mohammed bin Nayef, por razões ainda não explicadas. A ordem veio diretamente do primeiro na linha de sucessão do rei Salman, o príncipe Mohammed bin Salman, que desde 2017, quando foi alçado ao posto, vem realizando uma espécie de purga nos altos escalões do governo, se livrando de adversarios em potencial. Com a saúde de seu pai, de 81 anos, inspirando cuidados, o príncipe se tornou na prática o líder do país, levando adiante planos de modernização da economia, ao lado de ações como a intervenção militar no Iêmen, iniciada quando ainda ocupava o Ministério da Defesa. O conflito provocou uma das maiores crises humanitárias do planeta.

Em 2018, o príncipe  foi acusado de ordenar o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, morto e esquartejado dentro do consulado-geral da Arábia Saudita em Istambul. O corpo jamais foi encontrado. Bin Salman nega qualquer participação no caso, muito embora serviços de inteligência de vários países o apontem como mandante. Em dezembro do ano passado, cinco pessoas acusadas de participação no crime foram condenadas à morte pela Justiça saudita.

Fonte: O Globo

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