Jornal Povo

Major Olímpio provoca tumulto em evento de João Doria com a polícia

SÃO PAULO — O governador João Doria enfrentou um tumulto na inauguração da sede do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), em São Paulo, na manhã desta segunda-feira. Ao chegar ao evento, o governador foi recebido com protesto encabeçado pelo senador Major Olímpio e pelo deputado federal Coronel Tadeu, ambos do PSL.

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Major Olímpio provoca tumulto em evento de João Doria com a polícia Foto: Reprodução

Nas redes sociais, o senador disse que o governador João Doria escalou policiais para participarem do evento e “ficarem horas aguardando para que ele fizesse uma foto”. Segundo Major Olímpio, Doria queria fazer selfies com os policiais e convocou mais de uma centena deles para o evento.

— Chamou os policiais para um evento fechado, ainda mais nesse momento de coronavírus. Eu não fui convidado e fiquei na calçada com minha caixa de som. Eu queria que ele parasse, mas ele não parou — disse o senador.

https://twitter.com/i/status/1239581808188100608

O parlamentar disse que Doria passou “pisando duro”. Contou que Doria o acusou de não ter compostura e afirmou que aquela não era uma atitude de senador.

Major Olímpio, por sua vez, aos gritos, chamou o governador de vagabundo e o acusou de agir como moleque. Na confusão, foi contido e empurrado por seguranças, depois expulso do local.

Sobre os empurrões, disse que isso não o aborrece:

— A mim não aborrece. Não posso me queixar. Mas ele não perde por esperar. Não vai ter evento de segurança que eu não esteja lá para protestar. Fiz isso com o Geraldo Alckmin durante quatro anos e ele terminou a eleição com 4% dos votos. O Doria vai terminar com menos do que isso — prometeu Major Olímpio.

O senador disse que não é comum policiais irem a eventos deste tipo, pois trabalham com escalas diferentes. Segundo ele, os policiais foram para atender ao chamado do governador.

Por meio de nota, o governador João Doria afirmou que, neste momento, está preocupado com a saúde dos brasileiros que moram em São Paulo e que o senador deveria “honrar o seu mandato e fazer o mesmo”.

“Não é hora de fazer proselitismo político eleitoral. É um desrespeito ao povo de São Paulo um senador da República que vira as costas para o grave tema da saúde pública. E quer fazer campanha política, ideológica e sindical na hora errada”, afirmou o governador na nota.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindesp), por sua vez, diz “repudiar de forma veemente” a reação da escolta de Doria. “O senador estava presente para se manifestar democraticamente, quando foi agredido e retirado à força do local pela escolta poucos momentos após a chegada do governador João Doria”, informou o comunicado.

Fonte: O Globo

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