Coronavírus: engenheiros brasileiros transformam máscaras de mergulho em respiradores para tratamento de pacientes

Foi a partir do método inventado na Itália para usar máscaras de mergulho no tratamento de  pacientes com coronavírus que a startup de engenharia Owntec, de Santa Cruz do Sul (RS), teve a ideia de criar a solução para suprir a necessidade de respiradores nos hospitais brasileiros durante a pandemia. 

Em parceria com a Universidade de Santa Cruz (Unisc), com o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, e com o Hospital de Santa Cruz do Sul, entre outros parceiros, o projeto Mergulhadores do Bem está adaptando 50 máscaras doadas pela empresa de artigos esportivos Decathlon Brasil.

A técnica envolve adaptar máscaras do modelo Easybreath com válvulas produzidas em impressoras 3D e ligar o equipamento aos aparelhos de oxigênio. Para o projeto, a Owntec esteve nos hospitais gaúchos a fim de entender o tratamento e como funcionam os respiradores.

“A máscara que desenvolvemos é diferente do modelo italiano, pois possui uma entrada para oxigênio próxima à boca e uma saída de ar por cima da máscara com filtro para não contaminar o ambiente”, explicou Luiz Barbieri, CEO da Owntec, a Época NEGÓCIOS

A técnica usada pelos engenheiros envolve adaptar máscaras do modelo Easybreath com válvulas produzidas em impressoras 3D para ligar o equipamento aos aparelhos de oxigênio (Foto: Divulgação/Owntec)
A técnica usada pelos engenheiros envolve adaptar máscaras do modelo Easybreath com válvulas produzidas em impressoras 3D para ligar o equipamento aos aparelhos de oxigênio (Foto: Divulgação/Owntec)

A iniciativa conta com o apoio de pesquisadores, profissionais da saúde e toda a equipe de profissionais da startup, fundada há quase quatro anos. Alguns exemplares do equipamento, que está em fase de testes, são utilizados para auxiliar no tratamento de pacientes com doenças pulmonares, já que a cidade ainda não tem casos confirmados de covid-19.

A solução ainda precisa da validação dos órgãos de saúde competentes. Mas, segundo Barbieri, a ideia é que o modelo seja disponibilizado de forma gratuita para outras iniciativas. “Não é o momento de ‘inventarmos a roda’, mas de gerar soluções para salvar vidas e amenizar a necessidade de equipamentos médicos”, afirma o CEO da startup. 

As 50 máscaras doadas pela Decathlon serão entregues, após realizadas as adaptações e testes, aos hospitais da região do Vale do Rio Pardo e Taquari, de acordo com suas necessidades. Mais 2,8 mil máscaras serão doadas pela Decathlon Brasil para outras instituições que adaptarão os equipamentos seguindo o modelo da startup. A distribuição será feita pela ONG Expedicionários da Saúde, de Campinas, para outras cidades do Brasil. 

Máscaras para profissionais
De acordo com Luiz Barbieri, outra iniciativa em desenvolvimento busca utilizar a máscara como equipamento de proteção para profissionais na saúde que atuam no combate à pandemia. “Vamos usar um sistema de filtragem com tubulação movido à bateria que poderá ser fixado na cintura do profissional”, explica o engenheiro. A startup espera contar o o apoio de outros parceiros para que o projeto evolua. 

Fonte: Revista Época

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