Flamengo aguarda calendário para definir ações que equilibrem pacote Maracanã e sócio-torcedor

Paciência. A mesma premissa que adota para tomar decisões na relação trabalhista com funcionários e jogadores, o Flamengo usa como diretriz para as parcerias com o torcedor. Com as atividades paralisadas há mais de três semanas e sem ir a campo desde o dia 14 de março, o clube só tomará atitudes relacionadas ao pacote “Maracanã 2020” e aos planos de sócio-torcedor após um posicionamento da CBF a respeito do calendário do futebol brasileiro.

O Rubro-Negro entende que qualquer atitude de momento seria precipitada, uma vez que os benefícios dos participantes dos dois movimentos estão diretamente relacionados aos jogos no Maracanã. Internamente, porém, a diretoria faz cálculos visando minimizar o impacto financeiro de uma provável queda de receitas por inadimplência e ressarcimentos.

O Flamengo não se posiciona oficialmente sobre o tema, mas é consenso nos bastidores de que não é momento de criar conflito na relação com o torcedor. Principalmente, para fomentar o sentimento de parceria mútua em um período onde os rumos da economia mundial são uma incógnita.

Valor do proporcional ao ingresso contra a Portuguesa, que teve portões fechados, entrou dividido nas faturas dos membros — Foto: Reprodução
Valor do proporcional ao ingresso contra a Portuguesa, que teve portões fechados, entrou dividido nas faturas dos membros — Foto: Reprodução

A situação mais delicada é a do “Nação Rubro-Negra”. De acordo com o site oficial do programa, o Flamengo tem no momento 114.995 sócios-torcedores. Mesmo sem atividades no futebol, o clube não indicou qualquer tipo de desconto ou bloqueio nas mensalidades e nem planeja fazê-lo num período breve. Por outro lado, há uma consciência de que a frequência no pagamento tende a cair devido à crise do coronavírus.

Já a situação do pacote “Maracanã 2020” tem um direcionamento definido. Se o calendário do futebol brasileiro for reduzido por conta do período de paralisação, os torcedores serão ressarcidos com valores proporcionais aos ingressos do número de jogos que não serão realizados ou não terão portões abertos.

Valores do "Maracanã 2020" nos três lotes vendidos ao torcedor — Foto: GloboEsporte.com
Valores do “Maracanã 2020” nos três lotes vendidos ao torcedor — Foto: GloboEsporte.com

A medida já foi adotada na última partida do time de Jorge Jesus, quando a vitória por 2 a 1 sobre a Portuguesa não contou com a presença do público. Os valores foram estornados nos cartões de crédito de boa parte dos torcedores de acordo com o lote e a categoria que fazem parte. Até o momento, porém, nem todos foram contemplados.

Entre os ressarcidos, há relatos de estornos no cartão com a identificação de compra de “Flamengo Ingresso”. Em todos os casos, os valores foram divididos em três ou quatro itens que variavam de R$ 1,33 a R$ 5,33.

O Flamengo conta com quase 115 mil sócios-torcedores durante a crise — Foto: Reprodução
O Flamengo conta com quase 115 mil sócios-torcedores durante a crise — Foto: Reprodução

Cerca de cinco mil torcedores compraram o “Maracanã 2020”, que foi vendido em três lotes com valores que variaram entre R$ 1.360 (Norte 1º lote) e R$ 10.350 (Maracanã Mais 1º lote). O pacote contemplava um máximo de 37 jogos, desde que o clube chegue às finais de Carioca, Copa do Brasil e Libertadores, e um mínimo de 29 (clássicos no Carioca e a decisão da Libertadores não estão incluídos).

O posicionamento do Flamengo nas ações voltadas para o futebol é o mesmo adotado com os sócios da sede social na Gávea. Até o momento, não houve qualquer alteração no valor das mensalidades. O clube, por sua vez, entende que é necessário buscar alternativas que prezem pelo equilíbrio para que nenhuma das partes seja lesada.

Fonte: Globoesporte

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