Mais de 300 PMs que atuam em UPPs do RJ estão afastados por conta da Covid-19

Mais de 300 policiais militares de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio foram afastados de suas funções por conta da Covid-19. Até domingo (26), 343 PMs não estavam trabalhando por conta da pandemia.

Desses, apenas 10 PMs tiveram a confirmação da doença através de testes. Outros 306 agentes apresentaram sintomas da doença e deixaram o trabalho.

Segundo a corporação, desde domingo, três PMs morreram por conta da doença e dois policiais estão internados em estado grave.

  • 343 afastados
  • 306 sem exames (suspeitos)
  • 3 são do grupo de risco
  • 3 tiveram contatos com PMs infectados
  • 19 afastados por suspeitas na família

De acordo com o Coronel Mauro Fliess, porta voz da PM, ao todo, a corporação conta atualmente com 1.951 policiais afastados de seus postos por conta da Covid-19.

São seis mortes confirmadas por conta da doença e outros 13 óbitos em análise.

“É um esforço muito grande de nossa área de saúde para preparar nossos hospitais para atender não só o policial militar, como a família do policial, seus dependentes, os pensionistas e os PMs veteranos, aqueles que deram 30 anos de serviço e estão na reserva. A PM não é diferente de todo o estado durante essa pandemia”, comentou o coronel.

O porta voz lembrou ainda que desde o início da pandemia, 1.556 policiais já foram recuperados da doença e voltaram a trabalhar.

Segundo Fliess, não existe nenhuma unidade da corporação que esteja diferente das outras, como um epicentro da pandemia, ou foco de transmissão da doença.

Protocolo de segurança

O coronel da PM também explicou que a Polícia Militar vem trabalhando em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde do RJ para proteger seus PMs e garantir a segurança durante o trabalho.

Fliess informou que a corporação recebeu 4 mil kits para testagem rápida da Covid-19. Além disso, ele disse que a Polícia Militar vai comprar mais 5 mil kits.

“O mundo todo está tendo dificuldades para adquirir os equipamentos de proteção. Mas nós conseguimos comprar a quantidade suficientes de máscaras de proteção, álcool gel e álcool normal. Nós orientamos a tropa para limpar com frequência seu material, lavar as mãos com água e sabão sempre que possível e, na ausência da água e sabão, lavar com álcool gel”, comentou o coronel.

Fonte: G1

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