Presidente da Nuclep prefere parceria à privatização

Projetos do Governo Federal propõem um conjunto de privatizações de empresas públicas e sociedades de economia mista, algumas delas consideradas muito estratégicas. Um dos casos é a Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), que tem um parque fabril de 1 milhão de metros quadrados em Itaguaí (RJ), mas o gigantismo da empresa não é apenas o físico. A Nuclep também é a responsável por fabricar equipamentos cruciais para projetos estratégicos do Brasil, como o Submarino Nuclear Álvaro Alberto (SN-10) e a usina nuclear Angra 3. A companhia também assina a construção dos cascos dos submarinos convencionais que estão sendo construídos para a Marinha. Diante destes fatos, o governo pode estar cometendo um erro estratégico ao escolher privatizar uma organização tão importante.

Nuclep será privatizada pelo governo

“A linha que eu considero mais produtiva e interessante é a que possa vir como uma parceria. Ou seja, alguma outra empresa – de preferência brasileira, para manter a nacionalidade da Nuclep – que pudesse entrar com recursos financeiros. Mas também não está descartada a possibilidade de entrada de um investidor estrangeiro”, disse o presidente da empresa, almirante Carlos Seixas.

Privatização pode trazer flexibilidade à Nuclep, diz CEO ...
almirante Carlos Seixas.

A previsão é que o processo de privatização aconteça apenas em 2021. Mas, até lá, a direção atual da companhia trabalha para diversificar negócios e ganhar robustez financeira.

“O nosso plano de negócio prevê, já para 2020, um faturamento da ordem de R$ 150 milhões. Estamos em maio e somente com os contratos assinados e em andamento que já temos, a Nuclep está muito próxima dos R$ 150 milhões de faturamento”, revelou Seixas.

Fonte: Petronotícias

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