Arco Metropolitano entregue às traças e nenhuma atitude é tomada por parte do Governo Federal

Rio – desde que foi inaugurado em 2014 pelo Governo Federal através das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a pista não tem a devida atenção que deveria. E na altura que passa por Itaguaí, Região Metropolitana do Rio, não é diferente. Os usuários da via que passam por ali reclamam do atual estado do trecho.

Faixas apagadas, placas escondidas pelo mato alto, praticamente todos postes apagados e outros jogados pela estrada são problemas corriqueiros enfrentados por quem usa o Arco Metropolitano. Não há manutenção da iluminação da estrada. E como se já não bastasse tudo isso, ainda há a insegurança. Não há policiamento na pista, prato cheio para os bandidos ao redor. Eles usam de diversas táticas para conseguirem assaltar os motoristas. A mais popular é jogar ovos na frente dos carros para fazer o motorista diminuir a velocidade e, com isso, facilitar o assalto.

Placas pichadas ao longo da via – Foto: Hyago Santos/Agencia Jornal Povo

Pedro mora em Muriqui e está em Itaguaí com frequência. Ele diz que com o passar dos anos as negligências no arco só aumentam e que de todas as vezes que viajou por ali não viu nenhuma equipe de manutenção ou policiamento efetivo.

“As placas todas pichadas, a gente não sabe onde é a faixa porque está apagada. Uma vergonha. Essa pista é federal, seria bom que o Governo Federal tomasse alguma iniciativa de melhorar ela. Não tem polícia, não tem iluminação, não tem segurança. Tem que passar por aqui a noite em alta velocidade, senão é assaltado”, conta.

Carlos mora em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense e vai a Itaguaí sempre a trabalho. Para chegar lá ele usa o Arco Metropolitano. Ele teme pela insegurança do local.

“Toda vez que eu volto eu já fico meio receoso. Não tem polícia na via. Os postes quase não funcionam. Prato cheio para a bandidagem”, diz.

A Rodovia Raphael de Almeida Magalhães, mais conhecida como Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, foi construída no entorno da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O objetivo era desviar o intenso fluxo de carros que atravessavam o Rio diminuindo os congestionamentos nas principais vias de acesso da cidade. A autoestrada segue o mesmo percurso formado pelas rodovias BR-493 e parte da BR-116. Além disso, ela liga as cidades Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Seropédica e Itaguaí. 

Poste caído ao longo da via – Foto: Hyago Santos/Agencia Jornal Povo
Poste caído ao longo da via – Foto: Hyago Santos/Agencia Jornal Povo
Base do poste caído ao longo da via – Foto: Hyago Santos/Agencia Jornal Povo

Após diversos atrasos e 6 anos de obras, os 71 km entre Itaguaí e a BR-040 foram inaugurados em 01 de julho de 2014 (duplicação feita pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro). O trecho entre a BR-040 (Washington Luís) e a BR-116 em Magé já era duplicado desde 1980. As obras de responsabilidade do Governo Federal (duplicação da BR 493/Sub trecho Magé-Manilha) foram iniciadas somente em agosto de 2014. Inicialmente a previsão de término era julho de 2017. Mas, salvo operações de recapeamento e sinalização, as obras de duplicação encontram-se abandonadas pelo Governo Federal.

O Jornal Povo tentou entrar em contato, mas não teve retorno.

Faixa apagada ao longo da via – Foto: Hyago Santos/Agencia Jornal Povo

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