Jornal Povo

Dados são ‘inescondíveis’, diz ministro Pazuello na Câmara

BRASÍLIA – O ministro da Saúde interino, Eduardo Pazuello, afirmou nesta terça-feira que a intenção do órgão não é esconder os dados sobre a pandemia e sim “buscar a verdade”. Pazuello falou durante sessão da Comissão Externa de Ações contra o coronavírus, na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o ministério trabalha há 20 dias em uma plataforma para detalhar dados que possam servir ao gestores e à população.

— Estamos falando de vidas, não podemos ficar discutindo esse tipo de coisa quando se trata de vida. Se nós não olharmos a data do óbito, o gestor não consegue olhar o que está acontecendo na sua cidade. E agora vamos ter metade do mundo dizendo que queremos esconder o óbito? É inescondível — afirmou Pazuello. — Estou querendo buscar a verdade e a verdade é evitar a subnotificação, não a hipernotificação.

Durante sua apresentação, o ministro explicou que a ideia é divulgar dados que mostrem a curva de todos os municípios do país. A expectativa do Ministério da Saúde é que esse trabalho de estruturação da plataforma para divulgação do novo formato seja concluído até amanhã. Pazuello afirmou ainda que todos os dados serão incluídos na plataforma, seja o número de mortes registradas naquele dia ou de óbitos que ocorreram de fato na data.

 — Independentemente se foi colocado de um jeito ou outro, os dados que chegam para nós são dados de registro. Não há, nunca houve e não haverá discussão se o dado  (de número de mortes registradas naquele dia) será lançado. Todos serão lançados, sempre foram e sempre serão.

‘Diretriz sobre cloroquina não é protocolo’

Ao responder perguntas de parlamentares, o ministro afirmou que a orientação do Ministério da Saúde sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina não é um protocolo. Em maio, a pasta divulgou as diretrizes sobre o uso do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS), mas não deixou claro se se tratava de um protocolo.

 — A nossa orientação foi a mais suave possível e ela visava cobrir duas linhas: o SUS que já usava (o medicamento) e não tinha nenhuma orientação sobre isso,  e cobrir quem já estava usando como médico, que estava descoberto. Para apenas dar a liberdade para o médico fazer o diagnóstico e a prescrição, não obriga e nem induz nada, não é protocolo e nem determinação  — disse.

Fonte: O Globo

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