Mansueto diz que não há risco de descontrole das contas públicas enquanto Guedes for ministro

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou ao Jornal da CBN que tomou a decisão de deixar o cargo porque se sente ‘cansado’ e porque não gostaria de permanecer por seis anos no Ministério da Economia. De acordo com ele, a saída ocorrerá ‘de uma forma coordenada e com um período de transição’.

Mansueto ressaltou que nenhum economista conseguirá fazer as reformas estruturais necessárias para o Brasil vencer a dívida pública se o governo federal não tiver uma articulação política forte. Ele disse ainda que houve polarização no começo do ano, mas que a situação melhorou nas últimas semanas, após o presidente Jair Bolsonaro começar a formar uma base de sustentação com partidos do Centrão. ‘Esses desafios tem que ser explicados e debatidos com transparência, para haver apoio da sociedade e do Congresso Nacional’, disse.

De saída da equipe econômica, Mansueto afirmou que o país tem atualmente um déficit primário de R$ 700 bilhões. Segundo ele, o valor pode passar de R$ 800 bilhões com a manutenção de programas sociais criados para combater o momento de crise.

Mansueto afirmou, ainda, que o aperfeiçoamento de programas sociais é necessário para que as despesas públicas não sejam ampliadas excessivamente. Ele considerou que não há risco de descontrole das contas públicas, já que participará da escolha de um novo secretário, que também preze pelo ajuste fiscal.

O secretário também disse que deve cumprir a quarentena obrigatória de seis meses exigida de quem participa de cargos no Executivo Federal e retomar as atividades na iniciativa privada somente em 2021. Ele planeja, ainda, se dedicar a escrever e dar aulas. ‘Em uma democracia, reformas precisam do debate político transparente e profundo. Caso contrário, não vamos fazer as mudanças de que o país precisa’, concluiu.

Fonte: CBN

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