Após prisão de Queiroz, Bolsonaro convoca advogados pessoais para se blindar

Com a prisão de Fabrício Queiroz, o Planalto convocou advogados de dentro e fora de Brasília para traçar uma reação jurídica. Bolsonaro se reuniu com advogados e ministros, entre eles o da Justiça, André Mendonça. 

Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), personagem-chave do suposto esquema de “rachadinha” no Rio de Janeiro, foi localizado em uma casa cuja propriedade é atribuída a Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro e de Flávio

Há avaliação entre auxiliares da presidência, com quem a coluna da CNN conversou, de que Wasseff deve se afastar das causas relacionadas à família Bolsonaro, principalmente às do presidente, “para evitar uma contaminação da operação com assuntos do governo”, disse uma fonte palaciana.

Apesar da defesa da Presidência ser atribuição da Advocacia Geral da União (AGU), Frederick Wassef acompanhava, ainda que informalmente, todos processos ligados a Bolsonaro, como o inquérito que teve início após demissão do ministro da Justiça, Sergio Moro. Ele puxava para si, inclusive, a responsabilidade sobre a estratégia da defesa — comportamento que muitas vezes incomodava outros auxiliares do presidente.

“Em outra situação, era para o Wassef estar aqui (no Planalto)”, destacou um assessor da Presidência ao se referir à relação de absoluta confiança do presidente com o advogado. Agora, Wassef terá que explicar sua relação com Queiroz, de quem Bolsonaro e a família haviam, aparentemente, tomado distância. A proximidade entre Wassef e Queiroz é algo que o Planalto tenta se dissociar.

Fonte: CNN

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