Abel Braga rebate vice do Flamengo após acusações e promete processá-lo: “Decepção”

Em entrevista ao canal “Ser Flamengo”, o vice-presidente de relações externas do clube, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, criticou frases de Abel Braga durante a passagem do técnico pela Gávea. Neste domingo, o treinador rebateu as declarações do dirigente e prometeu que vai processá-lo.

BAP comentou algumas entrevistas de Abel em seus últimos meses no Flamengo e afirmou: “A gente achava e discutia que ele deveria estar de sacanagem. A gente pensava: ‘Ou ele bebeu, ou estava drogado’. Não é possível que ele esteja falando o que está falando. Falar que o Beira-Rio é mais bonito que o Maracanã, falar que perder é normal”.

Abel Braga lamentou as declarações de BAP, que foi responsável pela contratação do técnico em dezembro de 2018. O treinador disse que o dirigente é arrogante e não merecia estar à frente de um clube como o Flamengo.

O técnico afirmou ainda que o vice de relações externas terá que “repetir tudo o que disse na Justiça”, elogiou o vice de futebol, Marcos Braz, a quem considera responsável pelo sucesso do time do Flamengo, e citou uma frase que ficou conhecida após ser utilizada por Adriano no passado: “Que Deus perdoe essas pessoas ruins”.

Confira na íntegra a nota divulgada por Abel:

“Decepção e, talvez, uma outra palavra pode ser usada nessa circunstância: desespero. O cara que me contratou, sabe-se lá por qual motivo, resolveu falar coisas muito fortes a meu respeito um ano depois. Tenho uma vida no futebol. As críticas em relação ao trabalho fazem parte da profissão. Temos que saber assimilar, tirar proveito disso tudo e nos tornar profissionais melhores. Mas partir para o lado pessoal, destilando palavras graves e sem qualquer sentido, é muito sério. Pessoas arrogantes assim não mereciam estar à frente de um clube como o Flamengo.

Talvez por isso seja tão rejeitado lá dentro. Entendo até que tenha falado isso para ganhar holofote. Perdeu muito espaço no clube e ficou à sombra do Marcos Braz, o principal responsável pelas contratações e conquistas. Vitórias e derrotas fazem parte desse universo.

Procuro sempre absorver as adversidades e aprendizados que a profissão me traz. Sem deixar de ser verdadeiro, levantando sempre a bandeira da transparência, do meu caráter formado e moldado há décadas no mundo do futebol. Disso nunca abrirei mão. Fico perplexo que pessoas como este cidadão ainda tenham trânsito nesse nosso meio. Que Deus perdoe essas pessoas ruins. Mas vamos resolver isso. Ele terá que repetir tudo que disse na Justiça.”

BAP ataca Lucas Pratto e critica Jorge Jesus e Lincoln

Nos últimos dias, BAP participou de algumas entrevistas ao vivo e deu outras declarações polêmicas, como, por exemplo, sobre o atacante Lucas Pratto, que enfrentou o Flamengo pelo River Plate nas edições de 2018 e 2019 da Libertadores. O jogador argentino havia dito que o Flamengo não tinha “pegada”.

– O Flamengo era tido como perdedor. Me lembro de uma declaração do Lucas Pratto que eu fiquei enlouquecido: “Ah, eles não têm pegada. São muito gentis, não têm pegada de Libertadores. Eu caí em campo e o Diego me ajudou a levantar”. Aí eu fiquei pensando: “Vou contratar um cabra para dar um tiro na cara desse filho da p…”. Depois pensei que acabaria na cadeia. Quem sabe eu consigo trabalhar duro para mudar a vergonha na cara de quem está no Flamengo. Tenho que colocar em campo gente que não goste de perder nem par ou ímpar. Hoje existe um alinhamento de pensamento entre a diretoria e os jogadores. Vai tomar no c…, Lucas Pratto. Desculpa o meu francês – disse BAP ao canal “Paparazzo Rubro-Negro”.

Na mesma entrevista, BAP lembrou da final do Mundial de Clubes de 2019 e disse que faria diferente do técnico Jorge Jesus, que optou pela entrada de Lincoln na equipe. No fim da prorrogação, o atacante perdeu uma boa chance de gol. O dirigente afirmou que, se outro atleta tivesse a mesma oportunidade, o resultado poderia ser diferente.

– Batemos na trave em 2019. Não fomos campeões do mundo, na minha opinião, porque o Flamengo estava fazendo seu jogo 80 no ano, e o Liverpool, o 27. Porque o Everton e o Arrascaeta não estavam num dia bom. Porque o Jesus fez uma substituição que talvez não tenha sido a que eu faria. Se tivéssemos o Pedro no lugar do Lincoln, ou o Reinier no lugar do Lincoln naquela bola final, se o destino não teria sido outro. Mas o “se” não ganha jogo. O sonho tem que ser grande.

Fonte: GloboEsporte

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