Minha Casa Minha Vida em Nova Iguaçu: Condomínio no bairro Ipiranga só teve um de cinco blocos construídos entregue aos contemplados

Além da demora, má localização e falta de serviços básicos também são reclamações de quem já conseguiu seu apartamento.

O Residencial Villa Provance, no bairro Ipiranga, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, é mais uma das obras programa Minha Casa Minha Vida no município que é motivo de reclamações. De cinco blocos de apartamentos, apenas um foi entregue aos contemplados.

O condomínio financiado pela Caixa Econômica Federal com crédito pela prefeitura de Nova Iguaçu e feito pela construtora HF Engenharia possui 1.500 apartamentos. Desses, apenas 270 foram entregues. E com a demora das entregas, a deterioração acontece. Mato alto, janelas quebradas e até mesmo roubo de encanamento de água são alguns dos casos que acontecem na localidade. A entrega de parte desses apartamentos aconteceu no início de março deste ano. Na ocasião, a prefeitura de Nova Iguaçu prometeu entregar todo condomínio até o final do mês de julho. Por enquanto, os contemplados continuam esperando morando de favor na casa de parentes e amigos, muitos deles desempregados e sem poder pagar aluguel.

Em outros bairros de Nova Iguaçu onde há os condomínios do programa Minha Casa Minha Vida, a situação é a mesma. No residencial Parque Guandu, no Jardim Guandu, apenas uma parte dos apartamentos foram entregues. Há contemplados que aguardam desde 2012 pela chave de sua casa própria. Em 2016, as obras foram paralisadas porque, de acordo com o Banco do Brasil, que financiou o empreendimento, a antiga construtora havia deixado as obras. No ano seguinte as obras foram retomadas e 1.440 apartamentos foram entregues. Em 2018 a prefeitura anunciou que voltaria com as obras no local, e desde então a espera pelo término das obras continua.

O JORNAL POVO mostrou recentemente o caso dos contemplados do Residencial Parque Laranjeiras, no bairro Laranjeiras, que já esperam há 7 anos pela entrega de seus apartamentos. A prefeitura de Nova Iguaçu informou que as obras do condomínio ainda não estão concluídas, e que só ainda não foi dada como concluída porque as vistorias da Cedae e do Corpo de Bombeiro ainda não foram feitas, e deu um prazo até o final de julho para que isso aconteça. Só depois dessas aprovações pendentes é que o Habite-se poderá ser emitido. Só assim o Banco do Brasil poderá solicitar a autorização do Ministério das Cidades que faça a entrega. Depois disso tudo, por fim poderão começar os tramites que antecedem a entrega. Mas a prefeitura ainda não deu prazo de quando isso deve acontecer devido a pandemia do novo coronavírus.

Ausência de serviços básicos e péssimas localizações

As políticas de habitação do programa Minha Casa Minha Vida são alvos de diversas denúncias. Além da demora na entrega das residências, os contemplados muitas vezes são sorteados para lugares longe de tudo. No bairro Valverde, os moradores do Residencial Parque Valverde precisam esperar ônibus de hora em hora até o centro de Nova Iguaçu. As vezes precisam caminhar por até meia hora para a estrada principal mais próxima dali para conseguirem pegar uma condução.

Residencial Parque Valverde – Foto reprodução

Nos residenciais Santo Antônio, Bento Rubião e José Pitella, no bairro Cerâmica, a falta d’água já faz parte da rotina dos moradores. O abastecimento só é feito pelo envio de carros pipa. Fora as promessas que só ficaram no papel de construção de creches e postos de saúde e melhorias na infraestrutura dos locais onde foram construídos os condomínios.  

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