UNIÃO QUE DEU CERTO

Fazer o bem e cuidar do próximo é o lema dessas duas gatas!

Um trabalho de resgate de animais que sofreram maus-tratos, há 3 anos em São Gonçalo, uniu essas duas atletas flamenguistas, Glauce Xavier e Bianca Matos, onde cada uma possui sua história e trajetória de vida.

“Minha amizade com a Bianca mantém firme e estamos conectadas e dispostas a aprender uma com a outra”, diz Glauce Xavier, à direita

Além de exibir o corpo e a beleza, Glauce Xavier segue salvando e cuidando dos animais, além de manter seu projeto de treino e dar aula de Jiu-jitsu

“Conheci a Glauce em 2017 e como eu já trabalhava em ação social com pessoas, não foi difícil para mim acrescentar mais uma experiência, que nesse caso foi os animais. Pude aprender muito com ela nessa missão. Já que é um trabalho que ela se dedica tanto e conhece bem. Daí surgiu nossa amizade”, conta Bianca, “.
De origem humilde, do interior de Campos dos Goytacazes, a musa do Flamengo, criadora do projeto Mutondo fazendo à diferença, Bianca, conta que passou por muitos problemas financeiros, onde muitas vezes, não tinha o que comer, mas a força de vontade fez com que ela se tornasse uma profissional e hoje pudesse dar aulas, passar experiência e cuidar das pessoas que possuem deficiências e necessidades especiais.

O projeto de Bianca tem dado certo


“Tenho em meu projeto, alunos com problemas mentais e que todos se dão muito bem e eu sinto que tenho contribuído na vida deles e isso para mim é uma das maiores gratificações que eu poderia ter”, diz ela.

Bianca conta que quando Wladimir Velozo do Carmo Chagas de 37 anos chegou no projeto, ele não ficava em casa sozinho, tinha medo, não tomava banho. “Hoje ele faz tudo. Espera, sabe o horário que tem que entrar, aprendeu mexer no celular. São várias coisas que a gente vê que ajudou de alguma forma. Por isso sempre digo que um gesto muda a vida de uma pessoa”, Fala.
O projeto que é sem fins lucrativos, busca também ajudar com alimentos, doações e incentivar as pessoas a terem uma vida saudável através da alimentação e atividade física.
“Tento contribuir ao máximo que posso ao próximo, com arrecadações, por meio de minha profissão, trabalho, patrocínios. Faço ação em asilos, orfanatos ou famílias e pessoas que não têm condições de se manter”, diz a idealizadora do projeto.
“Aprendi ser assim na escola da vida. Não foi no colegial, nem na faculdade pois o povo só mostra quem é melhor. Não existe melhor. Existe brilho que ninguém lhe tira. Existe história que ninguém apaga e existe uma coisa chamada caráter que poucos têm”. Desabafa.

“Existe muitos preconceitos por conta do meu trabalho, por mostrar meu corpo com roupas fora do padrão social. Mas uma musa também tem seus sentimentos, suas dores e dificuldades. Mas isso não me abala, me torna mais forte para seguir com meu projeto”. Completa Bianca.
As aulas tem funcionado de forma totalmente virtual por vídeo-conferência nesse período de quarentena. Mas o projeto continua distribuindo cestas básicas na medida que é possível.

Por Renato Ferreira

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