Egito e Romênia: os bailes funk no Rio que lotam em meio à pandemia

Os nomes dos bailes “Egito” e “Romênia” ficaram entre os assuntos mais comentados do Twitter na manhã deste domingo (26). São duas festas famosas no Rio, que, mesmo na pandemia, segue a agenda, atraindo centenas de jovens, que não se preocupam com o uso de máscara. Muitos frequentadores postaram fotos se preparando ou seguindo para algum dos bailes, além de vídeos e registros das festas. Imagens que, em razão do isolamento social imposto pelo novo coronavírus, deixaram muita gente indignada. Muitos usuários da rede social criticaram a ocorrência das festas e, consequentemente, as aglomerações, que ainda não são permitidas, segundo decreto municipal que define: “a reunião, sem aparente justificativa, de dez ou mais pessoas, sem a observação de distância mínima de um metro e meio entre elas”. De acordo com a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), há inquérito em curso para apurar o crime de violação de medida sanitária.

Os responsáveis pela realização de bailes funk durantes o período de pandemia serão indiciados com base no artigo 268 do Código Penal (infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa).

O decreto municipal inclui, entre as atribuições do serviço de atendimento 1746, a tarefa de receber denúncias sobre aglomerações. As queixas recebidas serão avaliadas pela Secretaria de Ordem Pública, que pode requisitar força policial para dispersar os grupos.

O baile do Egito acontece na comunidade do Chapadão, na Zona Norte, e o da Romênia, na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste.

Segundo a Polícia Civil, os responsáveis e investigados pela violação das normas sanitárias impostas em razão da pandemia estão incursos nas penas do artigo 268 do Código Penal. Em nota, a polícia informa que, além de propiciar a contaminação em grande escala, “tais eventos inobservam os ditames de resolução que exige prévia autorização de diversos órgãos públicos para a realização de festas em área pública”.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informa que não houve ocorrência nos locais citados. Em nota, a PM avisa que as ações policiais necessitam de mobilização de efetivo e planejamento prévio visando resguardar a vida de policiais militares, moradores e demais pessoas que circulam na região.

Bailes funk na pandemia

Em junho, a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), com apoio da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) identificou 22 (vinte e dois) indivíduos responsáveis por organizar dez eventos públicos em desacordo com a legislação.

A investigação identificou os responsáveis por organizar e se apresentar em eventos realizados no Rio e em diversos municípios da região metropolitana, entre eles:

Baile da Romênia (Vila Aliança)

Baile da Bica (Morro da Mineira)

Baile do Egito/do Himalaia/da França (Chapadão)

Baile do Castelar (Belford Roxo)

Baile da Líbia (Duque de Caxias)

Baile de Acapulco (Duque de Caxias)

Baile da Argélia (Duque de Caxias)

Baile de Medelin (Antigo Baile da Itália) (Itaguaí)

Baile do Salgueiro (São Gonçalo)

Baile do Jockey (São Gonçalo)

Fonte: Jornal Extra

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