Após adiar AGE, Mussa encerra análise de impugnações; Discórdia leva a duas atas de membros da Junta

O presidente da Assembleia Geral do Vasco, Faues Cherene Jassus, encerrou, no início desta tarde de segunda-feira, na secretaria do clube, os trabalhos de análise de recursos e de impugnações da lista de sócios aptos a voto. Houve novas discordâncias e, em consequência, a confecção de duas atas da reunião.

Em paralelo, Mussa, como é conhecido o presidente da Assembleia Geral, entrou com ação judicial (veja detalhes no fim desta reportagem) nesta tarde de segunda para suspender atos praticados por outros quatro presidentes de poderes do clube – o pedido foi negado posteriormente. São réus na ação Alexandre Campello, presidente da diretoria administrativa, Silvio Godói, do Conselho de Beneméritos, Edmilson Valentim, do Conselho Fiscal, e Roberto Monteiro, do Conselho Deliberativo, que está convocado para avaliar punição a Mussa em encontro online nesta noite de segunda-feira.

Sobre a reunião em São Januário, Mussa, que também preside a Junta, abriu a reunião avisando que seria impreterível terminar os trabalhos nesta segunda, já que os prazos estavam esgotados. Lembrou as dificuldades com falta de luz e secretaria fechada nos últimos dias em São Januário. Propôs a finalização do trabalho com resultados determinados em “situações análogas” (veja cada caso nos recortes dos documentos).

Otto de Carvalho, um dos membros efetivos, concordou com Mussa, mas o presidente do Conselho Fiscal, Edmilson Valentim, e o outro membro efetivo, Rafael Landa, não concordaram com a proposta de Mussa e se recusaram a assinar a ata.

Veja a primeira ata (assinada por Mussa e Otto)

Ata Mussa Junta Vasco — Foto: ge
Ata Mussa Junta Vasco — Foto Reprodução
Ata Junta Mussa Vasco — Foto: ge
Ata Junta Mussa Vasco — Foto Reprodução
Ata Mussa Junta Vasco — Foto: ge
Ata Mussa Junta Vasco — Foto Reprodução

Outra ata: “Não há lista definida”

A dupla fez uma outra ata da reunião, esta sem a assinatura de Mussa e de Otto. E classificou a decisão de Mussa como “absurda”. Rafael Landa, autor do texto da outra ata, assinalou também que Edmilson Valentim, como presidente do Conselho Fiscal, “voto de minerva” para decidir em cima de decisões divididas e afirmou que Mussa estava agindo com “intolerável arbitrariedade”.

De acordo com a ata de Landa, houve análise de aproximadamente 350 impugnações, sendo 228 referidas em atas anteriores. Ainda faltaria cerca de 1.700 impugnações em análise. Landa também registrou, em ata, que “não há lista definição da lista de sócios aptos a participarem da AGE”.

Veja a segunda ata (assinada por Valentim e Landa)

Ata junta Vasco — Foto: ge
Ata junta Vasco — Foto Reprodução
Ata Junta Vasco — Foto: ge
Ata Junta Vasco — Foto Reprodução

O que pede Mussa na ação

Na inicial da ação, Mussa pede tutela antecipada para:

  • determinar a imediata suspensão dos atos praticados pelos réus que obstam ou tencionam embaraçar as funções e atribuições do autor na qualidade de Presidente da Assembleia Geral do Vasco, especialmente aquelas relacionadas à realização da Assembleia Geral Extraordinária convocada para o dia 30.08.20, autorizando-se, inclusive, o autor a contratar diretamente, em seu nome, as empresas para viabilizar a realização eletrônica do conclave”
  • “que os réus se abstenham de adotar qualquer outra medida tendente a impedir ou embaraçar o exercício dos poderes do autor como Presidente da Assembleia Geral do VASCO, sob pena de multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais) por ato praticado –, valendo a decisão proferida nestes autos como alvará judicial.”

Posteriormente, a juíza Camilla Prado, da 41ª Vara Cível do Tribunal de Justia, negou o pedido liminar de Mussa por dependência. Ele será redistribuído.

Veja a decisão abaixo:

Decisão judicial não atendeu pedido de Mussa — Foto: Reprodução
Decisão judicial não atendeu pedido de Mussa — Foto Reprodução

Fonte: GE

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