Max Lemos reúne profissionais e   população para discutir saúde pública de Nova Iguaçu

Evento marca segundo dia de construção
do Plano de Governo Participativo do pré-candidato a prefeito da cidade

Profissionais de Saúde, entre eles médicos, enfermeiros, técnicos
e dentistas, representantes da sociedade civil e de instituições não
governamentais estiveram reunidos na manhã de hoje (26), no salão do Centro
Social São Vicente (Patronato), discutindo e traçando um laudo sobre o estado
da saúde pública em Nova Iguaçu. Vários diagnósticos graves foram apontados pelos
participantes. As sugestões para tratar os problemas foram relacionadas e serão
inseridas na construção do Plano de Governo Participativo (PGP) do
pré-candidato a prefeito de Nova Iguaçu, Max Lemos (PSDB). Os debates começaram
na última segunda-feira e a educação da rede municipal foi à lição do dia. Max
Lemos disse que quer governar a cidade com propostas oriundas da população. “Nova
Iguaçu é extraordinária e merece ser tratada como tal. E ninguém melhor do que
seus habitantes para apontar boas e novas propostas”, assegura. O evento estará
acontecendo até o dia oito de setembro. Nexta sexta-feira (28) o tema em
discussão será: Desenvolvimento Econômico.

“A cobertura de atenção básica não chega à metade da cidade. A
saúde mental pirou de vez: apenas dois Centros de Atenção Psicossocial (Caps)
atendem todo o município. Doentes renais não conseguem fazer tratamento na
cidade, enquanto
exames de imagens não são disponibilizados. Apesar dos inúmeros recursos financeiros
que recebe do governo federal, o Hospital da Posse continua com funcionamento
precário. O sistema de saúde pública de Nova Iguaçu está no CTI. É um grande
enfrentamento e estou disposto a encarar”,
afirma Max Lemos que governou o município vizinho de Queimados por dois
mandatos, obtendo 93% dos votos na segunda eleição. O descaso do governo
municipal no combate à pandemia da Covid-19, também foi citado por Max Lemos. “Já
são 500 óbitos na cidade que recebeu mais de R$ 80 milhões da União para combater
a pandemia”, protestou.

Centros de Referências

Anderson Santos, o pré-candidato ao
cargo de vice-prefeito ao lado de Max Lemos, destacou que Nova Iguaçu peca na
falta de programas voltados para saúde pública e que a população da periferia
agoniza quando necessita de cuidados. “É como o Mas fala, a saúde tem que ser
para todos e disponível em toda a cidade. Na saúde não se pode perder tempo. Os
serviços precisam ser descentralizados e referenciados. Nós andamos muito por
esta cidade, ouvimos as pessoas e sabemos que é preciso. Há necessidade de
centros de referências para tratamento e prevenção de doenças, como o centro de
referência da mulher, central de exames de imagens e diagnósticos, centro de
referência auditivo, centro de referência odontológico, centro de hipertensão e
diabetes, igual ao que o Max fez em Queimados (Cethid). É por isso que estou do
lado dele, porque pensamos juntos. O problema de Nova Iguaçu não é a falta de
dinheiro, é falta de gestão, de vontade de trabalhar”, disparou Anderson.

A pré-candidatura de Max Lemos e
Anderson Santos é composta por uma aliança partidária formada através do PSDB, DC Jovem, PC do B, PTC, PTB e PTC. Entre os participantes muitas
sugestões. Josué dos Santos, técnico em enfermagem, apresentou como proposta
que o profissional de saúde, morador da cidade tenha preferência nos contratos
temporários feitos pela prefeitura. “Nós que moramos aqui nunca conseguimos
vagas nesses contratos e temos que procurar emprego em outros municípios”,
disse. Já Mary Pedrita pediu a inclusão de políticas públicas voltadas para
comunidade LGBTQI+ e tratamento de hemodiálise no município. “Em Queimados
fizemos uma clínica municipal de hemodiálise para acabar com o sofrimento dos
pacientes que se deslocavam em transportes velhos e inseguros para atendimento
em outras cidades. A demanda foi tão grande que tivemos que abrir a segunda
clínica e dessa maneira conseguimos atender 100% dos pacientes que fazem e precisam
do tratamento. Já sei que aqui em Nova Iguaçu será difícil, mas estou disposto
a acabar com a máfia que existe e explora os pacientes. Não tenho medo de
desafios”, garante.

Só uma emergência

Edmilson Junior, morador do bairro
Jardim Paraíso, proprietário de uma clínica de tratamento e recuperação de
dependentes químicos, relatou que seu estabelecimento é o único que atende
nessa área. Segundo ele, há um crescimento no número de casos de esquizofrenia
no município. Apenas duas unidades fazem
tratamento. Apenas uma tem emergência e
funciona precariamente em Austin, um bairro distante e de difícil acesso.”,
ressaltou.

Com 34 anos de serviços prestados a
rede pública de saúde, hoje conselheira municipal, Kátia Griffo fez defesas ao
Sistema Único de Saúde (SUS). Para ela é o melhor que existe. “Estamos aqui
escrevendo um programa de governo e precisamos ter responsabilidade nisso. É
importante que os pré-candidatos ao cargo de vereador conheçam bem a função que
vão ocupar. Se hoje os serviços não andam bem é porque não há fiscalização”,
disse ela que preparou sua proposta antecipadamente com sugestões para ampliação
do Programa de Saúde da Família e programas voltados para os idosos.

Max Lemos lamentou não poder ampliar presencialmente as
discussões em conseqüência da pandemia da Covid-19. “Infelizmente nossos
encontros terão número de participantes limitado. São as normas necessárias e
temos que colaborar. Mesmo assim, a construção do PGP para Nova Iguaçu será aberta a todos, através de nossas
plataformas virtuais Quem não participar presencialmente poderá apresentar
sugestões, através das redes sociais (www.podesermelhor.com)”,
informa.

Programação:

Dia 24 – Educação

Dia 26 – Saúde

Dia 28 – Desenvolvimento Econômico

Dia 31 – Desenvolvimento Urbano

Dia 01/09 – Saneamento, Meio Ambiente e Agricultura

Dia 02/09 – Habitação, Assistência Social/Promoção da
Cidadania

Dia 03/09 – Segurança Pública

Dia 04/09 – Cultura, Turismo, Esporte e Lazer

Dia 08/09- Gestão Pública

*Local do evento
– Centro Social São Vicente (Patronato)

Endereço: Rua
Governador Portela – nº 382 – Centro –

*Referência:
atrás da Praça Santos Dumont

  • Coffee break –
    8hs.
  • Por: Arinos Jornalista.

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