Caio Paulista tira “peso das costas” com 1º gol e brinca com apelido dado por Fred: “Aí me complica!”

A bomba a 89km/h que estufou as redes do Atlético-MG na última quarta-feira carregava o peso de um gol que Caio Paulista há muito tempo estava buscando. Profissional desde 2018, o atacante de 22 anos marcou seu primeiro na carreira, em 52 jogos, no empate em 1 a 1 do Fluminense com o Galo no Mineirão. Aliviado, o jogador espera que este seja o primeiro de muitos com a camisa tricolor.

– Acho que todo jogador sonha com o primeiro gol como profissional. Era algo que eu estava buscando, mas sabia que sairia naturalmente. Graças a Deus foi um gol muito bonito, numa partida importante e que nos fez somar mais um ponto na competição. Com certeza é um peso que sai das costas, e acredito que as coisas possam evoluir. É para isso que trabalho, para dar o meu melhor para o Fluminense. Mas o mais importante, sempre, é o coletivo, é que o time consiga as vitorias para seguirmos fazendo um grande campeonato.

O golaço no Mineirão teve sabor de prova para o próprio Caio Paulista. Prova de que ele pode sim contribuir ao Fluminense. Algo que já faz parte de sua trajetória na carreira. Ele começou nas categorias de base de Xerém, mas acabou dispensado. Ao ser contatado pelo clube, não pensou novamente: queria reescrever sua história por lá.

Caio Paulista em Atlético-MG x Fluminense — Foto: Lucas Merçon / FFC
Caio Paulista em Atlético-MG x Fluminense — Foto: Lucas Merçon / FFC

E para retomar a confiança e chegar ao primeiro gol, Caio Paulista contou com uma ajuda em especial: da psicóloga do Fluminense, Emily Gonçalves.

– Como eu disse, ela é uma pessoa importante no dia a dia dos atletas. Ela sempre me passou tranquilidade e confiança para que seguisse trabalhando da melhor forma possível. É claro que a ansiedade existia, e isso, às vezes, acaba sendo um obstáculo para que as coisas aconteçam. Mas o mais importante é que eu tenho confiança no meu potencial, o grupo sempre esteve comigo e esse gol foi resultado de um trabalho coletivo.

Emily Gonçalves, psicóloga do Fluminense — Foto: Mailson Santana / FFC
Emily Gonçalves, psicóloga do Fluminense — Foto: Mailson Santana / FFC

E, claro, também do técnico Odair Hellmann:

– Odair é um cara que sempre demonstrou confiança em mim e isso me transmitia mais tranquilidade para seguir o trabalho. A gente sabe que atacante vive de gols, mas quando o coletivo vai bem, as coisas funcionam melhor. Treino muito forte todos os dias e procuro aproveitar as chances nos jogos da melhor forma possível.

Caio Paulista é cumprimentado pelos companheiros — Foto: Lucas Merçon / FFC
Caio Paulista é cumprimentado pelos companheiros — Foto: Lucas Merçon / FFC

Quem também ajuda no dia a dia é o companheiro de elenco Fred. Mas o veterano não só dá conselhos, como também tira sarro. Poupado da última partida, o camisa 9 postou um vídeo do golaço de Caio sem perder a chance de brincar com o jovem atacante: “mais feio que o Ribéry”.

– Além de sorte, ele me passa muita confiança também. É um cara sensacional, com uma história vitoriosa dentro do clube e que já viveu bastante coisa no futebol. Só achei sacanagem ele me comparar com o Ribéry, falando que sou mais feio. Aí acaba me complicando! Mas isso mostra o bom ambiente do nosso grupo, e isso pode fazer a diferença no campeonato.

Em quinto lugar no Campeonato Brasileiro com 25 pontos, o Fluminense volta a campo sábado, contra o Ceará, no Maracanã. A partida está marcada para as 19h.

Fonte: Ge

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