Suspeitos de integrar bando que frauda cartões e causa prejuízo de R$ 15 milhões à SuperVia são presos

Quatro suspeitos de fraudar cartões da SuperVia e causar um prejuízo de R$ 15 milhões por ano à concessionária foram presos em flagrante, na manhã desta quarta-feira. Três dos homens estavam na estação de trem de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, com cartões que seriam fraudados. O quarto detido foi localizado em Alcântara, bairro de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Os agentes envolvidos na Operação Houdini visam a cumprir 17 mandados de busca e apreensão.

A investigação sobre o bando é da 20ª DP (Vila Isabel). Os policiais monitoraram a movimentação do grupo criminoso. Um dos chefes seria conhecido como Mágico. Especialista em tecnologia, ele é apontado como o responsável por quebrar a segurança dos cartões, inserir créditos falsos neles e passá-los para a revenda. Outros integrantes da quadrilha ficavam nas catracas das estações e os ofereciam a usuários da SuperVia, com valor menor que o da passagem.

– O Mágico conseguia inserir dez passagens em um bilhete unitário – disse o delegado Cristiano Maia, titular da 20ª DP, em entrevista ao “Bom Dia Rio”.

Outro chefe do bando é, de acordo com a Polícia Civil, um homem conhecido como Paulista. Os agentes descobriram ainda que a quadrilha tem funções definidas. Há os olheiros, que identificam a presença de policiais e de seguranças das estações e, assim, evitar abordagens. Já os “cavalos” são responsáveis por comprar os cartões nas bilheterias e entregá-los aos chamados gerentes. Esses últimos recebiam os cartões comprados e entregavam para o Mágico.

A polícia informou que a investigação continua e tenta confirmar uma possível ligação do grupo com uma milícia, que seria o braço armado da organização criminosa. Os suspeitos presos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato e descaminho. As penas somadas podem chegar a 18 anos de reclusão.

SuperVia: crimes oneram de forma significativa

Em nota, a SuperVia informou que está à disposição para ajudar a Polícia Civil. A concessionária ressaltou que a fraude nos blihetes torna a sobrecarregam financeiramente, especialmente durante a pandemia de Covid-19:

“A SuperVia se coloca à disposição para auxiliar o trabalho da Polícia Civil no combate às fraudes de bilhetagem. A concessionária ressalta que os crimes de organização criminosa, estelionato e descaminho, relacionados à fraude de cartões, oneram de forma significativa a empresa, especialmente neste momento de pandemia, em que o setor de transportes tem sofrido com significativas perdas financeiras, que podem comprometer a garantia do serviço e a mobilidade urbana no Rio de Janeiro.

Desde a chegada do novo coronavírus, a empresa já deixou de transportar mais de 56 milhões de passageiros e teve perda de cerca de R$ 250 milhões. Mesmo após a retomada das atividades, autorizada pelo poder público, a concessionária ainda transporta cerca de 40% menos clientes do que antes da pandemia. Diante deste cenário, o valor perdido com os crimes de bilhetagem poderia garantir, por exemplo, serviços essenciais, como manutenções dos equipamentos.

Sempre que toma conhecimento da atuação desses criminosos no sistema, a SuperVia aciona as autoridades policiais e registra os casos nas respectivas delegacias das áreas, bem como se coloca à disposição para contribuir com as investigações. Este trabalho já resultou em diversas detenções ou prisões. Infelizmente, seja por ausência de provas ou por não se tratar de crime de violência ou grave ameaça, muitos cambistas são liberados em seguida e voltam a praticar o mesmo crime, inclusive, no mesmo dia.

A SuperVia tem se empenhado em desenvolver soluções tecnológicas que impeçam as fraudes nos validadores, mas por se tratar de um problema de segurança pública, a empresa conta, sobretudo, com a atuação dos órgãos policiais para combater esse tipo de crime. Em relação às prisões efetuadas na manhã de hoje pela Polícia Civil, a empresa informa que irá se habilitar como assistente de acusação para acompanhar e contribuir de perto com a evolução do caso”.

Fonte: Jornal Extra

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