Vacinados e os que ainda estão na fila da imunização sonham com dias melhores

Desde meados de 2020, quando surgiram os primeiros testes com vacinas, milhões de brasileiros contam as horas para o dia em que serão imunizados contra a Covid-19. As doses, além de protegerem contra a doença, carregam a esperança de tempos melhores e reforçam a importância de valorizar a ciência. É a chance de voltar a ter uma rotina mais “normal”: avós, por exemplo, sonham em abraçar seus netos. Profissionais da saúde, milhares já imunizados, viram na vacina um recomeço, e um grande alívio.

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A aposentada Jacy Dias, de 81 anos, está ansiosa pela vacina Foto: Roberto Moreyra

No Rio, mais de 100 mil pessoas já receberam a primeira dose. Idosos em geral começam amanhã a serem vacinados na capital, com divisão de idade por dias: inicia-se com os de 99 anos ou mais, seguindo dia a dia até chegar aos com 80, em 26 de fevereiro. O plano nacional prevê a fase seguinte com idosos de 60 anos ou mais e que não vivem em asilos, ribeirinhos, pessoas com comorbidades ou deficiência grave, moradores em situação de rua, presos, carcereiros, caminhoneiros e trabalhadores da educação, do transporte, da indústria e dos portos. O restante (exceto menores de 18 anos e gestantes) será vacinado por último. Abaixo, conheça as histórias de algumas pessoas que já receberam a vacina e outras à espera.

‘Quero ter os abraços’

A aposentada Jacy Dias, de 81 anos, mora em São Gonçalo, na Região Metropolitana, e considera a vacina a maior conquista da ciência: “O ano passado seria de recuperação após uma infecção que me deixou sem andar. É muito difícil não ver ninguém, não receber os amigos e meus netos. Quero ter os abraços. Hoje só consigo ver as pessoas pela janela com uma grande, parece prisão. Estou ansiosa pela minha vez de esticar o braço e ser vacinada, com muitas saudades de ver as pessoas e de fazer uma fofoquinha com os amigos de uma vida”.

‘Vou querer celebrar’

Com 25 carnavais pela escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, a porta-bandeira Selminha Sorriso já pensa na celebração: “Quero fazer uma festa quando for vacinada, registrar o momento com vídeos e fotos. Eu sou chorona e já imagino o quanto vou ficar emocionada. Vou sair do posto correndo pegar a bandeira da Beija-Flor para comemorar. Eu vou querer celebrar. Estou esperando com paciência, pois sei que outros grupos precisam da imunização com mais urgência. Não vamos perder a fé jamais, isso vai passar logo logo.”

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