O ImageMaker, como ele próprio se define, Alex Keher Loureiro, trabalhou durante anos produzindo imagens para grandes agências de publicidade quando resolveu apostar numa ideia ousada. Levar propaganda de qualidade para micro e pequenas empresas. O profissional da imagem bateu papo cm no jornal falando de mercado e novas perspectivas e ganhar mercado de forma empreendedora.


O Povo : Alex, isso parece meio óbvio, o que há realmente de inovador nessa ideia?
Alex: A qualidade. Exatamente esse pequeno detalhe. Na verdade quando falamos de uma grande agência de publicidade e nos processos envolvidos na produção de uma imagem para as mais diversas mídias os valores podem atingir patamares astronômicos do ponto de vista de uma pequena empresa. Ouso dizer que talvez o faturamento anual de uma micro empresa.

O Povo: Por que tão caro? Alex, Há muita gente envolvida no processo. Toda a equipe de criação de uma agência, desde o diretor de arte até o estagiário, numa estrutura imensa apenas para a concepção da ideia. Depois contratam uma produtora que por sua vez tem custos com locação, modelos, acessórios, maquiagem, fotografia de um modo geral e pós-produção. Isso para resumir. A maior parte do custo fica mesmo na “criação” que por ser um trabalho artístico tem valor imponderável.


O Povo : Mas se a pequena empresa não pode pagar por isso o que acontece?
Alex: Ela deixa a criação de toda a sua identidade visual por conta da gráfica onde pretende imprimir seus cartões ou banners, o estudante que está começando a criar webpages, um conhecido que “entende de computador” e o resultado você vê naquele logotipo quase ilegível, aquele letreiro brega, o menu do restaurante em que na foto a comida parece uma coisa de plástico, artificial…


O Povo : E é possível contornar esse problema?
Alex: Há muitos designers gráficos extremamente competentes realizando o trabalho “pesado” e ganhando muito pouco nessa longa cadeia. O meu estúdio pretende atingir exatamente esse nicho: O pequeno empresário que sabe da importância e do impacto de uma boa imagem em sua lucratividade e na construção da identidade de seu negócio mas não pode arcar com os custos de uma agência.


O Povo : E os custos de produção não continuam os mesmos?
Alex: Se abrirmos mão de algumas exigências quase absurdas podemos utilizar recursos alternativos e muita tecnologia e automação para realizar um trabalho de qualidade com preços bem mais acessíveis. Em meu estúdio o designer se comunica diretamente com o cliente, busca ideias em conjunto eliminando uns dez intermediários logo de saída – risos.
Produzimos muitos dos ambientes utilizando computação gráfica ao invés de buscar locações caríssimas. Ao invés de mandar fazer uma embalagem para depois ver se fica bom nós criamos em CG e só depois mandamos fabricar.


O Povo : Se é mais barato por que as grandes agências não fazem isso?
Alex: Algumas vezes até fazem, embora geralmente, pelo nível de seus clientes, os custos são irrelevantes.
O principal motivo, no entanto, é o modelo organizacional que adotam. Um modelo vertical em que exigências do cliente somadas às do diretor de arte se traduzem numa equipe de hierarquia rígida e descendente.


Em meu estúdio nós apostamos num modelo horizontal. O cliente, designers e fotógrafos operam em conjunto. Sem receios de discutir alternativas mais baratas que diferem do “conceito” e do briefing pré-aprovados e intocáveis.
Se você precisa alugar um galpão, pagando R$ 20.000 a diária, para fotografar um caminhão sem reflexos, que tal eliminar o caminhão da imagem ou produzí-lo em 3D por um décimo desse valor?
Isso seria impensável no modelo tradicional.
Você não pode ir até a Petrobrás discutir um detalhe que diminuiria o custo da produção de uma imagem baseada num briefing que já foi aprovado, mas pode falar para o dono do supermercado de bairro que é melhor contratar aquela modelo linda e desconhecida do que inviabilizar todo o processo porque o cachê de uma famosa é muito alto.


O Povo : E isso não diminui o “profissionalismo” da propaganda?
Alex: Essa é a chave. Os profissionais que realmente executam o trabalho estão muitas vezes na base dessa pirâmide. Ansiosos por aplicar soluções inovadoras, e muitas vezes geniais, mas sem autoridade para isso. Com criatividade e liberdade todos ganham.
Alex Keher Loureiro
www.keher.art

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