Polícia prende secretário de Saúde de Itatiaia por suspeita de fraude em compras de EPI’s

Outras três pessoas também foram presas, entre elas, o ex-secretário de Planejamento de Itatiaia, Marcelo de Oliveira Pinheiro

Rio – O secretário de Saúde de Itatiaia, Marcus Vinicius Rebello Gomes, e outras três pessoas foram presas, na manhã desta quinta-feira, durante uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Eles são acusados de fraudes em processo de compra de equipamentos de proteção individual (EPI’s) usados em hospitais durante o combate contra a covid-19. A ação ainda contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) e em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar.Além dos cinco mandados de prisão preventiva, a 1ª Vara Criminal Especializada da Capital também expediu 17 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a integrantes do grupo e a pessoas próximas aos denunciados no Rio, em Itatiaia e em Barra Mansa. A operação foi batizada de Apanthropía.

O ex-secretário de Planejamento de Itatiaia, Marcelo de Oliveira Pinheiro, também foi preso em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. 
De acordo com o MPRJ, a Prefeitura de Itatiaia comprou sem licitação, em um contrato emergencial, EPI’s “em quantidades notoriamente desproporcionais à sua realidade”, em valor total de R$ 3 milhões, da empresa Latex Hospitalar. Porém, mesmo com o pagamento de uma primeira nota fiscal no valor de R$ 1.458.995, atestada falsamente, os materiais como luvas, toucas e aventais não foram entregues à administração municipal.

As investigações apontam que o grupo denunciado tinham uma ligação muito próxima com os sócios da empresa contratada e agiam de forma organizada. Segundo o MPRJ, Marcus e Marcelo chegaram a ameaçar um servidor público para que ele emitisse a nota fiscal da prefeitura mesmo sem os produtos terem sido entregues. O ex-secretário de Planejamento chegou a se passar por um delegado de Polícia da DRACO.Ainda segundo a denúncia, os envolvidos tentaram celebrar outros contratos envolvendo recursos da Saúde do Município de Itatiaia, ao mesmo argumento de enfrentamento à pandemia, os quais somados ao contrato de compra de EPI’s totalizaram aproximadamente R$ 25 milhões.

A força-tarefa encontrou diversos crimes praticados por grupo criminoso, incluindo estelionato, extorsão e falsidade ideológica.

Fonte: O Dia.

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