Sobreviventes de chacina na Baixada Fluminense começam a ser ouvidos

Ataque a tiros foi na madrugada de segunda-feira em Mesquita. Cinco pessoas morreram e outras três ficaram feridas

Rio – A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) começa a ouvir nesta terça-feira (4) as testemunhas sobreviventes do ataque a tiros que deixou cinco pessoas mortas e outras três feridas na madrugada desta segunda-feira, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Um homem que estava no local contou que três bandidos, dois deles armados com pistolas e um com fuzil, desceram do carro e abriram fogo na direção do bar. Quatro pessoas morreram na hora e quatro foram socorridas, horas depois, uma mulher de 35 anos morreu no Hospital Geral de Nova Iguaçu. 

Os mortos são Edvaldo Ferreira da Silva, de 58 anos; Vinícius Douglas das Chagas Braga, de 29; Bruna Silva Martins, de 35; Davi Neves Protásio, 33, e um homem identificado apenas como Ryan. Não há informações sobre sepultamento das vítimas. Os feridos são o militar reformado do Exército João Carlos Teixeira Neto; Stephanie da Silva Lemos, de 32 anos, e Luciano dos Santos, de 50.

“Eles chegaram, pararam o carro e desceram já atirando. Estavam todos encapuzados e não tinha como reconhecer ninguém. Eu ia visitar o meu filho, mas um amigo me convidou para tomar uma cerveja. Eu apenas parei e aconteceu isso tudo. Ganhei a chance de uma nova vida”, disse uma testemunha que não se feriu. A Polícia Civil está analisando imagens do circuito interno de segurança da região para identificar o carro usado pelos criminosos. Ainda não há a motivação do crime.

Testemunhas disseram que homens ligados à milícia teria cometido o crime em retaliação ao som alto do bar. De acordo com o 20º BPM (Mesquita), a região é dividida pela venda de drogas e grupos paramilitares. 

Fonte: O Dia Online.

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