Jornal Povo

Bicicleta furtada de casal no Leblon é recuperada no Largo do Machado

Policiais da 14ª DP (Leblon) recuperaram, na tarde desta quinta-feira, dia 17, a bicicleta elétrica furtada de Mariana Spinelli e Tomás Oliveira, no último sábado, na porta do Shopping Leblon, na Zona Sul do Rio. O equipamento, comprado por R$ 8 mil, seria revendido por R$ 1.500 para um receptador, que ainda não foi localizado. A bicicleta estava na porta de uma vila, em uma rua sem saída nos arredores do Largo do Machado, na mesma região.

Na noite de ontem, Igor Martins Pinheiro, de 22 anos, foi preso pelos agentes da delegacia suspeito do furto. Em seu apartamento, em Botafogo, foram localizados a bermuda que ele usava no momento do crime e ferramentas, como alicate de corte usado para romper cadeados. Imagens de câmeras de segurança, obtidas por O GLOBO, flagram a ação de Igor, que demorou menos de dois minutos.

O vídeo mostra o rapaz disfarçando na esquina, arrombando o cadeado, subindo na bicicleta e saindo pedalando rapidamente. Em seu Relatório de Vida Pregressa (RVP), Igor possui 28 anotações criminais, 14 delas por furto a bicicletas.

Mariana e Tomás estão sendo acusados de racismo pelo instrutor de surfe Matheus Ribeiro, por terem interpelado o jovem, minutos depois do crime, no mesmo local. O rapaz estava em uma bicicleta idêntica a deles, de acordo com o depoimento que prestaram na delegacia.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que Matheus publicou um vídeo em seu perfil no Instagram narrando como aconteceu a abordagem do casal. “Ela não tem ideia de quem levou sua bicicleta, mas a primeira coisa que vem à sua cabeça é que algum neguinho levou”, escreveu. Ele fez um registro de ocorrência online narrando ter sido acusado de roubo por Mariana Spinelli e Tomás Oliveira.

—  Minha intenção com essa denúncia não é ter um ganho pessoal, direcionado aos dois. É uma questão de racismo na sociedade inteira. Minha intenção é fazer com que as pessoas entendam que acusar um negro sem que ele tenha feito nada é grave precisa ser levado a sério — disse, em entrevista.