RODOU:”Falsa médica se passa por dermatologista diante de policial e é presa no RJ”

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante a biomédica Ana Carolina Almeida Campos, durante uma consulta. Segundo as investigações da Delegacia de Defraudações, Ana Carolina se passava por uma dermatologista e médica ortomolecular.

A prisão de Ana Carolina aconteceu ontem, durante uma consulta agendada por uma policial civil. A consulta foi filmada pela Polícia Civil com câmeras escondidas. Ela foi presa ao usar carimbo de outro médico, o que é ilegal.

“Após ser examinada e perceber que a biomédica carimbara a prescrição de exames de sangue com o carimbo de outro médico, a agente acionou a equipe de apoio que entrou no consultório e realizou a prisão em flagrante”, explicou o delegado Alan Luxardo, responsável pelo caso.

Ana Carolina vai responder pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso.

Biomédica atuava em função não permitida

Segundo Luxardo, a polícia já vinha investigando a atuação ilegal de Ana Carolina. “Nós tínhamos a informação de que essa biomédica estava há algum tempo exercendo atos de medicina, que não poderia. Começamos a monitorar e marcamos a consulta.”

O delegado ainda explicou a diferença que a difere de um médico:

Ela fazia procedimentos invasivos, um biomédico não pode fazer esses procedimentos, não pode prescrever exames de sangue, há uma limitação na atividade o que não estava sendo feito. Ela já atendia há bastante tempo.

Por definição, a biomedicina é uma área cujos profissionais são responsáveis por realizarem exames, ajudando a encontrar caminhos para diagnóstico e tratamento.

Segundo o Conselho Regional de Biomecicina, “o profissional biomédico legalmente habilitado na área está apto a operar os equipamentos de serviços de imagem, gerenciar e coordenar serviços de diagnóstico por imagem”.

Carimbo: médico não sabia do uso, diz polícia

Segundo a polícia, o carimbo era usado sem conhecimento do médico.

“Ele não não será preso, já que é uma vítima. Eles se conheciam, mas ela usava o carimbo dele sem ele saber”, afirmou Luxardo.

Os atendimentos aconteciam em consultórios da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e em bairros da Zona Norte do Rio.

A reportagem tentou contato através de um telefone e de um e-mail disponibilizados no perfil de Ana Carolina Almeida Campos, mas ainda não teve retorno. Após a divulgação da prisão, a conta foi desativada. Na rede social, a biomédica somava quase 13 mil seguidores.

A Polícia Civil afirmou que a suspeita ainda não constituiu defesa.

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