Ainda sob a pandemia de Covid, escolas de samba do RJ voltam às atividades sob regime do ‘novo carnaval’

Escolas fazem rodízio de alas nos ensaios técnicos em quadra para manter distanciamento. Componentes só entram em quadra após apresentar comprovante de vacina e máscara virou adereço obrigatório. Na Vila, até ensaio de canto é com máscara.

A Unidos do Viradouro adotou rodízio entre as alas para evitar a lotação na quadra, onde máscara é item obrigatório —

Foto: Reprodução/Facebook

Com a pandemia de Covid ainda presente, as escolas de samba tiveram de se adaptar ao regime do “novo carnaval” para retomar suas atividades em quadra e nos barracões. Nas quadras, antes do samba e suor, passam pelas catracas o comprovante de vacinação e a máscara. E além da cerveja, o álcool gel é presença garantida em ensaios e feijoadas.

Na Acadêmicos do Salgueiro, segundo o diretor de carnaval Alexandre Couto, a regra é clara: os funcionários do barracão só trabalham usando EPI (equipamentos de proteção individual) e máscara. Na quadra, os componentes que participam dos ensaios técnicos têm de comprovar a imunização completa. E máscara virou adereço obrigatório.
“A gente tem um funcionário no barracão, que percorre as instalações o tempo inteiro para verificar se o pessoal está usando máscara, protegido adequadamente, seja no ateliê de costura, de esculturas ou nas alegorias. Na quadra, seguimos os protocolos exigidos pela prefeitura para a lotação. Por medida de precaução, nos ensaios número de pessoas da Velha Guarda e baianas estava reduzido. Agora, é que eles vão começar a ir todos juntos ao ensaio. Seguimos tomando todos os cuidados”, disse Couto.

A Beija-Flor de Nilópolis começou seus ensaios em quadra no início de novembro, com número reduzido de público para evitar aglomerações. Na atual campeã do carnaval carioca, a Unidos do Viradouro, foi adotado o rodízio entre as alas para que os componentes pudessem manter um certo distanciamento.

O mesmo acontece na Mocidade Independente de Padre Miguel. Na Portela, a capacidade de público está reduzida. E a máscara é obrigatória inclusive nas apresentações que acontecem nas tradicionais feijoadas da azul e branco de Madureira. Na Unidos de Vila Isabel, mesmo o ensaio de canto da escola é feito com máscara.

“É mais difícil cantar de máscara porque fica mais complicado para respirar. Mas acho que desta forma, no dia do desfile, a gente vai estar muito mais preparado para soltar a voz a plenos pulmões”, disse Cláudio Mendes, da comunidade da Vila.

Todos torcem para que até fevereiro de 2022, a pandemia já tenha acabado e as escolas possam desfilar normalmente. Mas por medida de precaução, a Paraíso do Tuiuti optou por reduzir o número de componentes em cada ala. Mas ampliou o número de alas para quem ninguém fique de fora do tão aguardado desfile.

O diretor Alexandre Couto, do Salgueiro acredita mesmo com todo mundo ainda se adaptando com o “novo carnaval”, o desfile de 2022 vai ser o melhor da história.

“As escolas pararam em março de 2020. Ou seja, tem quase dois anos que essa vontade de cantar, de sambar, de extravasar está reprimida. Quando as escolas pisarem de novo na avenida, mesmo que haja alguma restrição sanitária no desfile, vai ser uma explosão de alegria. Tenho certeza que vai ser o maior carnaval carioca de todos os tempos”, afirmou Couto.

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